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Categoria: Artigos Técnicos

Agosto 2, 2017

Há anos que os cientistas acreditam que a felicidade pode ter um real efeito positivo na saúde física, mas um novo artigo, publicado no jornal Applied Psychology: Health and Well-Being Scientists e divulgado na Time, reforça esta ideia de uma forma mais evidente. Com referência a mais de 20 textos científicos e evidências resultantes de cerca de 150 estudos individuais, os investigadores analisaram profundamente os efeitos do subjective well-being – uma medida de como as pessoas avaliam as suas próprias vidas – em várias aspetos da saúde física. Segundo o autor principal, Edward Diener, professor de psicologia social da University de Utah, tais estudos permitiram confirmar, quase sem sombra de dúvidas, que a felicidade influencia realmente a saúde. Os investigadores apontam algumas teorias para explicar como isto acontece na prática. Antes de mais, pessoas felizes tendem a cuidar melhor de si próprias e a escolher hábitos saudáveis, como fazer exercício físico, comer ou dormir bem. Depois, o estudo evidencia que a felicidade tem influência positiva no sistema cardiovascular e imunológico, influencia hormonas, diminui inflamações e acelera o processo de cicatrização. Segundo concluiram, é também possível que uma boa saúde possa levar a um melhor estado emocional. Apesar de estarem conscie

Abril 1, 2016

De todas as convicções e ideias a mais importante é a imagem que desenvolvemos e temos de nós próprios, uma vez que dela depende em grande parte a capacidade de nos realizarmos e sermos felizes. Na atualidade o valor pessoal é medido tendo em conta os êxitos materiais ou profissionais, o que nos leva por vezes, a procurar desesperadamente o sucesso, quer nosso, enquanto adultos, quer dos nossos filhos. Claro está, que não temos que ter necessariamente um olhar totalmente desaprovador quanto ao ponto de querermos dar o nosso melhor ou de incentivarmos os nossos filhos, a que também eles, se empenhem e sejam responsáveis no sentido de darem o seu melhor. O problema surge, quando se procura o reconhecimento do exterior, sem por vezes termos a noção a que custo. A questão deve ser colocada precisamente ao contrário: o valor de um indivíduo como ser humano é a base e também o ponto de partida para obter o êxito pessoal. Desta forma, há que tentar que as crianças tenham logo desde os primeiros anos, uma imagem positiva de si mesmas, que as ajude a sentirem-se fortes e seguras, por forma a serem capazes de assumir riscos sem medo, aceitando que por vezes perder faz parte do jogo e da aprendizagem na vida. Um dos elementos fundamentais para que a criança se sinta única e valiosa é o facto de se sentir amada e saber, além disso, que esse amor é incondicional e, portanto, independente do

Março 1, 2015

A curiosidade é uma necessidade vital. É o motor que empurra o desejo de saber, de aprender e de investigar. As crianças interessam-se pelas coisas e por vezes inundam-nos de perguntas, é importante escutá-las e ajudar a que encontrem os meios para que possam encontrar as respostas às suas interrogações. A curiosidade anda a par com a observação. Um dos problemas que cada vez mais nos confrontamos com as crianças desta geração é que fazem pouco o exercício de observação, fazem tudo à pressa, têm dificuldade em se concentrar na maioria das tarefas e em ouvir. A pressa é um elemento que está presente no ritmo de vida atual e que entorpece e bloqueia o pensamento. Em geral reserva-se pouco tempo para observar, olhar, pensar com detenção para as coisas que se encontram à nossa volta. Não contactamos connosco próprios, corremos para um sem fim de coisas! Proporcionamos aos nossos filhos um conjunto de meios que vêm construídos e pensados para cativarem a sua atenção, sem sabermos bem a que custo. É urgente estimular a capacidade de observação das nossas crianças, ajudá-las a despertar a sua curiosidade, preparando assim o caminho para a criatividade e para um desenvolvimento mais equilibrado. Ficam aqui algumas ideias, no entanto, se quiserem podem também colaborar para que possamos aumentar esta lista. Aguardamos as vossas sugestões: – Ler, ler e ler. Mesmo que a criança já saiba l

Fevereiro 1, 2015

A responsabilidade é apreendida e interiorizada de forma progressiva. A partir do momento que a criança começa a ter consciência de si mesma e já consegue agir sobre o meio, é possível começar a ensinar e estimular a responsabilização por algumas tarefas ou atos. Podemos desde cedo, levá-los pela mão e solicitar a ajuda para que arrume um brinquedo ou que ponha a chucha no armário ou a fralda no caixote do lixo, vendo como se faz através do nosso exemplo e ajuda. Estas tarefas deverão ser incentivadas de forma positiva e reforçadas com palavras e gestos de apreço sempre que a criança as realize (não deverão ser exigidas). A criança sentir-se-á valorizada e importante, fortalecendo a sua autoestima ao mesmo tempo que inicia o seu processo de responsabilização. Estes são factores determinantes e fundamentais para o seu bom desenvolvimento. O nível de exigência deverá ser adequado à fase de desenvolvimento e à compreensão da criança. Encontrar um meio-termo na exigência feita às crianças nem sempre é fácil, mas deverá ser este, o objetivo a atingir. Verificam-se duas atitudes opostas por parte dos educadores: Atitudes superprotetoras que não permitem desenvolver a responsabilidade, preferindo executar as tarefas em vez de ensinar e esperar que as saibam fazer, ou, colocarem-se numa situação de escudo, onde a criança não consegue perceber a causa-efeito das suas atitudes. Esta atit