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Categoria: Artigos de Opinião

Agosto 16, 2017

Tem a certeza que vai de férias ou continua em modo de trabalho mas no formato mais cool? Esta época pode proporcionar-nos momentos fabulosos de relaxamento e descanso, fundamentais para ganhar equilíbrio para o ano que se segue. Se leva crianças, tente conseguir alguns momentos para si pois a sua disponibilidade será outra para elas! De acordo com o gosto de cada um, temos que saber usufruir: – Se for no campo ou na serra, não faltam os sons da natureza, a partilha de um piquenique, uma sesta no fresquinho das árvores, uma caminhada… respire fundo e absorva a paz desse lugar! – Se for na praia, mesmo que seja num lugar mais frequentado… observe o ritmo do mar e a sua imensidão, caminhe com determinação na areia, sinta a textura e a temperatura, coloque um objetivo a alcançar na sua vida! Refresque-se e liberte-se! – Se for em viagem, tire fotos, passeie, caminhe, explore… mas não se esqueça de acordar os 5 sentidos para que mais tarde possa recordar através de um cheiro, de um sabor, de uma imagem … – Se ficar em casa, altere a rotina, permita-se ver um bom filme, fazer jogos, descansar, ouvir música, conviver com amigos, dar passeios… todas aquelas atividades que lhe deem prazer e que não consegue fazê-las em tempo de trabalho… As crianças ficam felizes quando sentem que os pais estão felizes verdade

Julho 1, 2015

O momento de contar uma história ao seu filho pode proporcionar grandes ganhos quer para a vossa relação afetiva, quer para o desenvolvimento verbal, emocional e psicológico da criança. Uma história é um instrumento valioso, pleno de sensações, sentimentos, valores e ideias com uma bagagem emocional indispensável ao desenvolvimento intelectual. Experimente algumas das seguintes dicas e disfrute de bons momentos em família: 1. Descubra quais as histórias que o seu filho mais gosta e respeite os seus gostos. Poderão numa loja de livros/ biblioteca descobrir o que mais lhe agrada. 2. Tente que a linguagem utilizada seja compreensiva. 3. Acompanhe a narração com mostras de surpresa; através da voz é possível transmitir sensações de alegria, de um certo temor, de expectativa, etc. Estas variações irão cativar a sua atenção e demonstra-lhes a nossa imersão na história, o que é diferente de uma leitura mecanizada. 4. Crie o hábito de contar uma história todos os dias. Existem vários momentos em que o poderão fazer, no entanto, uma história à hora do deitar poderá ser um bom momento relaxante. 5. Pode ir variando entre histórias de livros, ou da sua imaginação. 6. Pode utilizar objetos para enriquecer e variar uma história (por exemplo: uma bola que fala, um fantoche, etc.) ou ir acompanhando a história com sons que enriqueçam o que está a acontecer, sejam estas feitas através da voz,

Junho 1, 2015

A criança quando nasce começa por receber todas as influências do meio social onde se insere e aí se integra e assimila atitudes, valores e normas de conduta e desenvolve uma relação afectiva com a sua família com a qual se irá identificar, servindo como o eixo principal do seu desenvolvimento. Mas é indiscutível que a criança também deve conviver com outras pessoas, o que conduzirá à sua diferenciação e ao desenvolvimento da própria identidade, contribuindo para a aquisição de autonomia e maturidade. A escola permite assim, dar continuidade e ajudar no processo iniciado na família, permitindo na prática a transmissão de valores importantíssimos, como: cooperação, responsabilização, esforço, sentido de responsabilidade, partilha e outros. No entanto, o início da escola não é vivenciado por todas as crianças da mesma forma e depende de muitos factores, que podem originar, por vezes, alguns problemas na adaptação, como: choro, tristeza, nervosismo e negação em ir para a escola. Estas alterações que normalmente passam ao fim de algumas semanas, não deixam de ser incomodativas, o que leva frequentemente à preocupação, amargura ou até mesmo ao sentimento de culpa dos pais. O que fazer então, para ajudar o seu filho a ficar feliz na escola? Ficam aqui algumas estratégias e ideias que poderão pôr em prática: – Mostrar a escola à criança, apresentando-lhe o espaço, a educadora/professo

Maio 1, 2015

Chegou para mais uma consulta, onde já só vinha de mês a mês, com os seus caracóis desalinhados e volumosos, enfeitados com uma fita que tinha como objectivo destapar a sua carinha redonda e olhos expressivos. Com a sua vivacidade de criança de 8 anos dizia-me: -Sabes que agora os meus pais estão mais “namorosos”? As crianças têm esta capacidade de criar, aglutinando palavras de acordo com o seu sentir! A intensidade estava impregnada no vocábulo e eu sei que também estava a sua satisfação e o prazer em poder descrever a relação dos pais desta forma… O sofrimento dos filhos é enorme quando percebem, ouvem ou sentem, que os seus pais discutiram… ou, que se magoaram de alguma forma… ou, quando assistem à indiferença… ao desprezo… ao silêncio… ao receio… isto, para não abordar as situações limite… Quanto mais tempo se fica sujeito ao ambiente onde a desarmonia impera, mais marcas vão ficando… pois, enquanto se é criança, as estruturas ainda apresentam maleabilidade e por conseguinte estão mais susceptíveis de absorver o meio sem o peneirar. Se nos permitirmos visitar alguns lugares onde estivemos enquanto crianças, vamos encontrar vários episódios, que nos trazem a sensação de impotência, face a um acontecimento. Tudo, porque éramos pequenos no mundo de adultos. Ao ler esta frase decerto que já alguns momentos surgiram na sua memória, pois, estes ficam registados e têm grande infl

Janeiro 1, 2015

Hoje pela manhã, espreitei o céu e pairavam no ar, livremente, uns pássaros. Deitado em cima da minha cama estava o Tomás de 8 anos, e eu para não perder uma oportunidade de o ensinar, perguntei-lhe: sabes como se chamam aqueles pássaros? E ele espreitou e ainda ensonado, disse: – são pretos e têm um biquinho laranja? … são melros! Pois são, disse eu! E eu voltei a perguntar: e se fossem todos pretos? Como se chamavam? E este diálogo poderia continuar sem parar, mas o Tomás já não me respondeu… quando olhei… já tinha saltado da cama e estava a brincar com uns bonecos que ganham vida nas suas mãos… no seu mundo de fantasia, onde todos os pássaros, independentemente, do seu nome, têm lugar… Ser criança é viver entre a fantasia e a realidade, onde os dois mundos são a integração do seu ser, do seu pensar, da sua história… onde elabora o que se passa nas suas vivências e nos seus desejos. Um dia, um pai perguntou-me, falando da sua filha de 6 anos: – acha normal, ela querer ser princesa, neste mundo tão competitivo? Ela tem que desejar ser médica ou… Para que as crianças possam crescer saudáveis e um dia serem adultos equilibrados, é fundamental brincarem e incorporarem as suas fantasias, para que aos poucos se possam ir adequando ao mundo. Brincar é primordial e é o alicerce, até que aos poucos a fantasia vai dando lugar à realidade, aos sonhos e aos objectivos que queremos alcanç