29/09/2020
Cuidar das Emoções, Cuidar do Coração!

Hoje, em que se assinala o Dia Mundial do Coração, é sempre bom relembrar que as emoções afetam vários órgãos do corpo, inclusive o coração!

Apesar da associação entre as emoções e as doenças ser debatida desde Hipócrates, ainda na Grécia antiga, apenas nas últimas décadas tem sido devidamente explicada, em grande parte graças à evolução da biologia celular e molecular, genética, neurociências e em estudos de imagem cerebral.

Isto tem permitido trazer à luz as diversas conexões existentes entre os sistemas neuroendócrino, neurológico e o sistema imunológico e, como tal, entre as emoções e as doenças.

Em 1981, o termo “Psiconeuroimunologia” foi introduzido por Robert Ader, exatamente para definir o campo da ciência que estuda a interação entre o sistema nervoso central (SNC) e o sistema imunológico. E, atualmente, diferentes estudos têm também demonstrado que uma variedade de fatores de stress físicos e psicossociais pode alterar a nossa resposta imune.

Razões de sobra para empenharmos esforços a monitorizar o nosso equilíbrio emocional! Saber peneirar as emoções ou, dito de outra forma, desenvolver a nossa inteligência emocional, pode ser determinante para a saúde e fazer uma grande diferença na nossa qualidade integral de vida.

A experiência da Diretora Clínica da Sintricare

Ainda nos seus “anos de aprendizagem, na universidade, e posteriormente na formação como psicoterapeuta”, Cristina Santos, Psicóloga e Diretora Clínica da Sintricare, recorda que sempre ouviu que “implodir as emoções “más” era um veneno para o corpo, porque o nosso encéfalo está integrado num corpo que interage numa dança perfeita, para o bem e para o mal!”.

Também sempre ouviu dizer que “a maior fragilidade dos terapeutas é o coração” e, talvez por isso, gosta da imagem que tem quando está em consulta. Aliás, “se soubesse desenhar, colocaria essa imagem de uma forma mais visual: Vejo o meu coração como uma peneira onde passa a história, as preocupações, os problemas, as impossibilidades de quem escuto… com a alma! Depois o que sai, o que tenho obrigação de devolver, será algo já mais limpo, sem tantos grumos, mais solto, mais fino e transparente.”

Como tal, “esta peneira tem que estar o mais limpa possível das minhas impurezas, por isso, é fundamental cuidar desta casa no seu todo para melhor peneirar a história dos outros”, salienta.

Cuide das suas emoções que está a cuidar do seu coração!!

17/09/2020
Artigo Entre o Isolamento e o Medo

Estamos a viver um momento muito particular no qual muito se tem falado sobre medo e a necessidade de nos isolarmos socialmente. Tanto um como outro são carregados de significados e de desafios. Somos seres sociais e o isolamento pode ser um desafio enorme na saúde psicoemocional e física. Fechados entre quatro paredes, podemos facilmente perder o ânimo e a energia. Desta forma é importante olhar para este tema de uma forma terapêutica e fomentar que é possível fazer algo que limite esta sensação.

O medo e a ansiedade são filhos destes cenários e para quem já tem um historial de ansiedade na sua vida, não é fácil. Também a psicoterapia pode ajudar não só quem já tinha uma predisposição para a ansiedade como também quem está a sentir maiores dificuldades neste momento. Têm sido escritas muitas notícias, conselhos, mezinhas, ideias… E quando a informação é demais, também traz ansiedade. Por isso compilei algumas ideias simples para levarem convosco para estes dias e para estes dois temas.

Ansiedade:
– Regulem o acesso à informação. É importante mantermo-nos informados, mas escolham meios de comunicação fidedignos, com “fact-check” e privilegiem sempre a consulta dos sites da DGS e da OMS. Demasiada informação e factos contraditórios fazem espalhar o medo, por isso, para além de regularem a vossa informação, pensem também no efeito que tem nos outros e antes de partilharem algo nas redes sociais confirmem a sua veracidade. Se têm dúvidas, não partilhem.

– Num cenário de desafio considerem a consulta de um psicoterapeuta. O psicoterapeuta é um profissional que pode ajudar a criar estratégias para gerir a ansiedade. Caso não se queiram deslocar é possível efetuar consultas online.

– A meditação e uma respiração calma e consciente são ferramentas que ajudam a atenuar a ansiedade. Hoje em dia existem muitas meditações online, guiadas, com imagens ou música. Basta escolherem a que vos faz mais sentido.

Isolamento social:
– Mesmo estando em casa, sozinhos ou em família, é importante manter alguma rotina, nomeadamente na higiene, sono e vestuário. Sim, estão em casa, mas é importante levantar e vestir, dando a indicação ao corpo de que é outro dia.

– Também é importante que se movimentem pela casa, na medida do possível. O sedentarismo é inimigo da saúde física, mas também da saúde psicoemocional.

– Mantenham o contacto. Pode não ser possível combinar aquele almoço de família, mas façam videochamadas, liguem para pessoas com quem não falam há algum tempo, escrevam um e-mail a alguém. Hoje em dia, com as novas tecnologias é possível estar em contacto e isso é fundamental. Procurem manter o contacto com quem precisa e está sozinho. Lembrem-se que podem ter a casa cheia, mas pode haver um amigo ou familiar que esteja sozinho.

– É importante respirar um pouco do ar da rua e quem tem um jardim tem essa parte facilitada. Para quem tem um apartamento, usem a varanda ou abram uma janela. Mesmo que seja na cidade e não seja um ar “puro”, respirar esse ar fresco vai ajudar o corpo a combater a ideia de fechamento.

– Ler, ler, ler! Um livro é uma companhia. Aproveitem para diminuir aquela pilha de livros que querem ler desde a adolescência e que tem vindo a aumentar. Escolham livros de acordo com o vosso sentir. Se estão a tentar gerir muita coisa, será melhor optar por um livro leve.

– Para quem tem crianças o desafio eleva-se. Mas existem muitas ideias online de como entreter as crianças dentro de casa. Façam essa pesquisa, existem muitas brincadeiras que podem inventar dentro de casa.

– Tal como com a leitura procurem algo que vá para além da simples ocupação do tempo e que seja construtivo: procurem cursos online, pintem livros de colorir (podem imprimir), aprendam crochet através de vídeos online… Existem inúmeras possibilidades e podem sempre pedir ideias a alguém, procurar na internet ou dar ideias a quem precise.

Também isto passará, mantenham-se unidos e cuidem da vossa higiene mental e emocional!

Ana Caeiro, psicoterapeuta

31/08/2020
Aulas de cerâmica na Sintricare: Benefícios

Victoria da Suécia ou os atores Brad Pitt, Leonardo Di Caprio, Bradley Cooper e Macarena García são apenas algumas das celebridades que têm em comum o hábito de fazer cerâmica. Foram eles mesmos que reconheceram este seu hobby publicamente, através redes sociais, ao qual cada vez mais pessoas aderem.

Com origens que remontam à pré-história, é incontornável que a cerâmica está a ressurgir nos tempos modernos, não só junto dos mais famosos, mas também, entre o público jovem. Na base deste interesse parece estar o reconhecimento de que esta atividade tem propriedades terapêuticas, além de permitir expressar o potencial criativo de cada um.

Aliás, o crescimento da procura por este ofício ancestral tem sido tal, que muitos a consideram como uma ‘nova ioga’! Ou seja, ambas potenciam uma desconexão, sendo que a cerâmica consegue aliar a meditação tátil à criação de novas formas e ideias. Muitos consideram-na mesmo como uma forma de praticar a ‘atenção plena’ e aprender a controlar as emoções.

Ficaram curiosos por experimentar a cerâmica como técnica de relaxamento e aumento da criatividade? Então, fiquem a saber que temos aulas de cerâmica na Sintricare, da responsabilidade da professora Rita Costa, da Gata-Gineta – Centro de Artes.

Conheçam todos os benefícios desta prática!

Razões para fazer cerâmica:

  • Aumenta o otimismo: como a cerâmica permite uma maior expressão dos sentimentos e melhora a autoestima, regra geral, torna-nos mais otimistas.
  • Melhora a concentração: Como reduz o stress, aumenta a concentração no trabalho que realizamos. Desta forma, a cerâmica pode ser uma boa técnica para aprimorar a concentração nas tarefas em que é difícil focarmo-nos.
  • Aumenta a espontaneidade: Potencia o desenvolvimento da criatividade, ao explorarmos a conceção de diferentes objetos e designs. Este é um benefício transversal a qualquer área da vida, desde o trabalho à esfera pessoal.
  • Reduz o stress: Todas as práticas criativas, manuais, potenciam o distanciamento do mundo exterior, enquanto se preoduz o objeto artístico. Isto ajuda a reduzir os níveis de stress. muitas pessoas durante o confinamento praticaram técnicas criativas como aquarela ou cerâmica. Essas técnicas ajudam a escapar do exterior e, portanto, reduzem o estresse.
  • Ajuda a exercitar as mãos: A cerâmica pode prevenir problemas de artrite a longo prazo, uma vez que o movimento da sua prática fortalece a região das mãos, pulsos e braços.
  • Estimula a sociabilidade: Apesar de ser uma atividade individual, regra geral, a olaria é feita em pequenos grupos, o que permite interagir e conhecer outras pessoas e aumentar o círculo social.

COMO COMEÇAR COM A CERÂMICA?

Entrem em contacto connosco, para saber tudo sobre as nossa aulas de cerâmica, desde as condições aos horários disponíveis: Venham sentir na pele todos os benefícios da cerâmica!

Sintricare

18/08/2020
Texto de Ana Caeiro "Navegar na Tormenta" - Agosto 2020

Imaginem tudo isto como uma enorme tormenta. O barco abana. Tudo mexe. A estrutura, se já estava débil, vai agora abanar ainda mais. As ondas são fortes, o vento uiva enraivecido, como se estivesse a ralhar connosco. Respiramos golfadas de ar enquanto ficamos ensopados na água que nos atinge. Como cuidar do convés que se está a desmontar? Ao mesmo tempo temos de tirar a água que está a entrar. Ajustar velas, pegar no leme, observar o tempo, perceber das marés. Tudo isto sem cair borda fora. É muita coisa. E nós estamos cansados. Por isso, quem tinha o barco mais ou menos apetrechado poderá navegar melhor esta tormenta. Não significa que esteja imune, afinal há mais marés que marinheiros… Mas quem já vinha com o barco cansado, desarrumado por dentro, vai encontrar na tormenta uma luta desequilibrada.

A coleção de várias tormentas, que vamos ultrapassando em vida, permite-nos ganhar calo. Ou então não e em alguns casos pode levar o barco maltratado para novas batalhas, ainda sem se ter reposto das anteriores. Somos todos diferentes pois navegamos sempre águas diferentes, com barcos diferentes, em tempos diferentes. Poderão dizer: “um bom mar nunca fez bons marinheiros.” Tudo certo. Exceto que num barco, de médio a grande até ao muito grande, temos muita gente a “marinhar” em equipa.

Já viram aqueles vídeos de barcos que quase voam em cima das ondas, com uma série de marinheiros, todos numa coreografia detalhada, com o seu próprio movimento e importância? Um deles muda a vela, outro puxa uma corda e os restantes fazem uma série de coisas impercetíveis aos olhos de quem não entende aquela dança. Mas que é bonita, é.

A imagem que tenho premente, talvez trazida pela frase repetida de estarmos no mesmo barco (é poético, mas não estamos), é que podemos e devemos pedir ajuda. Não temos de estar numa velha canoa. Podemos nos colocar numa nau e navegar juntos. Não faz mal pedir ajuda. Desde a família, os amigos, à ajuda de profissionais, fazendo psicoterapia por exemplo. Não temos de estar sozinhos. Muito se tem falado em isolamento, mas que seja físico e não social. Que não seja um isolamento de afetos e nem de ajuda.

Ana Caeiro, Psicoterapeuta

06/08/2020
Como identificar os sintomas de ansiedade?

A Ansiedade pode manifestar-se de várias formas, com maior ou menor intensidade, ao longo do tempo ou em períodos da vida.

Não só os adultos, como também os adolescentes e as crianças podem ser afetados.

Se cuidarmos quando os sintomas ainda são ligeiros, evitamos vivenciar situações mais limitadoras do bem-estar. Fique atento se tem uma ou várias manifestações das seguintes:

• alterações no sono;
• a memória apresenta falhas;
• tem pensamentos em excesso e preocupa-se em demasia;
• o coração tem batimentos acelerados;
• tem dores cabeça;
• não consegue ficar concentrado;
• está mais agitado;
• procrastinar;
• falta de ar;
• aperto na garganta;
• transpira das mãos e dos pés;
• transpira em excesso sem esforços;
• fragilidade no aparelho digestivo;
• tonturas;
• ataque de pânico.

Não hesite em pedir ajuda de um profissional e seja responsável pela sua saúde e pela da sua família!

Cristina Santos

Psicóloga e Diretora Técnica da Sintricare

26/06/2020
Parabéns a todos pelo final do ano letivo!

Em tom de balanço, daquele que é o final de ano letivo mais atípico de que temos memória, a Sintricare gostaria de deixar uma palavra de apreço a todas as famílias e à comunidade escolar, bem como obviamente a todos os alunos, pelo esforço extra e o empenho redobrado deste último período.

17/06/2020

Estamos a viver algo novo na nossa contemporaneidade. Forçados a uma clausura em busca do saudável, encontramo-nos despidos de pertences, estatutos ou materialismos

29/08/2019

A Sintricare, Clínica de Psicologia e Psicoterapia, sedeada em Sintra, reínicia o ano letivo 2019/2020, com todos os serviços que já disponibilizava, mas também, com dois imperdíveis Workshops, que se realizam já no decorrer do mês de Setembro.

Escreve-te! Workshop Desenvolvimento Pessoal com Escrita Criativa” é uma proposta da nossa Psicoterapeuta Corporal em Biossíntese, Ana Caeiro, com o principal objetivo de promover o autoconhecimento através da escrita.

Este é um workshop aberto a todos os interessados, onde se irão utilizar exercícios de escrita criativa, individuais ou em grupo, para podermos aprofundar o conhecimento que temos sobre nós próprios. Realiza-se na Sintricare, na manhã do sábado 14 , entre as 10 e as 14 horas.

A nossa terapeuta Maria Leonor Braga, muito experiente em Alimentação Ayurveda e com formação pelo Chef Internacional de Alimentação Ayurveda Wayne Featherstone, de quem é assistente para Portugal, traz-nos o “Workshop de Introdução à Alimentação Ayurveda“, no sábado 28, entre as 11 e as 16 horas.

O valor de inscrição deste workshop que irá orientar na Sintricare, para um mínimo de 6 pessoas, inclui a refeição, mas também, ficar a conhecer o seu biótipo, descobrir os alimentos e especiarias adequados para si, aprender a confecionar os alimentos e conhecer a sua composição e criar a sua própria massala (mistura de especiarias).

A par dos workshops, temos ainda inscrições abertas para a Academia Sénior e para a Studycare, a nossa sala de apoio psicopedagógico, bem como para os diferentes ateliers de artes e desporto, atividades que, juntamente com as nossas consultas, compõem o leque de serviços da Sintricare. Se ainda não conhece tudo o que podemos fazer por si e pela sua família, consulte o nosso site. Temos boas razões para que se juntem a nós neste início de ano letivo!

25/07/2019

Os pais têm dificuldade em saber como estar, como educar, como se adaptarem aos novos tempos… e os filhos são o reflexo destas dificuldades. As férias grandes não são exceção e trazem desafios acrescidos a todas as famílias.

23/05/2019

Hoje, no blogue da Sintricare, publicamos na íntegra o artigo de opinião publicado no site do Público, “A psicoterapia e as outras terapias”, da autoria da psicóloga clínica e autora do blogue Agir e Sentir, Isabel Filipe, que enfatiza a importância da psicoterapia para o nosso bem-estar e crescimento pessoal. Como a própria afirma “estarmos bem é um trabalho a tempo inteiro, que exige uma multiplicidade de instrumentos”. Tirem uns minutos e aproveitem para ler!

“A psicoterapia é valiosa e construtiva, não se tratando de uma simples conversa ou mezinha. O nosso crescimento pessoal não é proporcional às conversas de café ou de cabeleireiro.

A psicoterapia é uma forma extraordinária de termos um espaço nosso, privado, tranquilo, seguro. É o sítio certo para ventilar o stress quotidiano, libertando-nos para tempo de qualidade com amigos e família ou para usufruirmos bem da nossa própria companhia. Acima de tudo, é uma fenomenal forma de aprendermos mais sobre nós próprios, compreendendo o nosso percurso e tendo orientação para desenvolver competências pessoais que nos levem ao melhor de nós.

O que há para não gostar? O preço. A intensidade emocional. A lentidão do processo. Tudo isto seria pertinente, se a nossa saúde mental não fosse a espinha dorsal do nosso bem-estar. Mas é-o. O melhor esforço que podemos fazer por nós e pelas pessoas a quem queremos bem é cuidar de nós próprios. A terapia permite-nos isso, pese o facto de não ser uma solução mágica. Embora possa ser pautada por momentos densos e complexos, o evoluir desta parceria com um psicólogo é algo de muito compensador. Se a pessoa a quem vamos confiar a nossa intimidade nos recordar de um colega de trabalho que não apreciamos, é evidente que não iremos longe. Importa existir empatia, uma química saudável, construtiva e enriquecedora. A confiança terapêutica no nosso terapeuta permite, em conjunto, trilhar um percurso bem-sucedido.

Diz-me a literatura e a experiência clínica, que os millennials priorizam, sem pudores, a saúde mental, física e espiritual, de uma forma mais veemente do que qualquer outra. Bem-estar constante e prazer imediato são impulsionadores da procura de suporte, em duas frentes importantes.

Por um lado, há quem recorra a alternativas mais “rápidas” e “de solução imediata”, como terapias alternativas, apoio espiritual ou mesmo procura de respostas em livros ou vídeos motivacionais, cada vez com mais destaque nas montras de consumo. Embora estes recursos possam estimular ferramentas interessantes, investirmos apenas e consecutivamente nestas orientações externalizadas, sem tempo para reflectir ou responsabilizar-se, encontrando respostas que façam sentido, pode não ser salutar. Nestes casos, a psicoterapia pode representar uma enorme mais-valia, permitindo personalizar esta aquisição de material cognitivo.

Por outro lado, há quem, com facilidade e muito cedo na sua fase adulta, inicie consultas de Psicologia, procurando conhecer-se melhor, optimizar competências pessoais e compreender o seu comportamento. Acredito que a segunda opção é mais duradoura e eficiente, embora mais morosa e dispendiosa. Contudo, a nossa saúde mental é uma prioridade, um dos pilares mais significativos da nossa edificação pessoal, compensa todo o investimento.

Não desconsidero as terapias e opções alternativas, podem ser um suporte útil e uma fonte de riqueza espiritual. Da complementaridade entre estas a Psicologia pode surgir uma sinergia interessante, cada uma com as suas especificidades bem definidas, sendo fulcral estarem presentes critérios como profissionalismo, boa formação e devida competência, de todos os profissionais envolvidos.

Ser adulto é um desafio, pelo que obter um conjunto de factores protectores, mediante as crenças e valores pessoais, apenas pode apresentar um cunho positivo. A psicoterapia é valiosa e construtiva, não se tratando de uma simples conversa ou mezinha. O nosso crescimento pessoal não é proporcional às conversas de café ou de cabeleireiro. Estarmos bem é um trabalho a tempo inteiro, que exige uma multiplicidade de instrumentos. O mais importante é usá-los com inteligência e empenho.

Isabel Filipe, Psicóloga clínica e autora do blogue Agir e Sentir

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