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Categoria: Blog

Fevereiro 15, 2018

Segundo um artigo publicado esta semana no site da BBC Brasil – que reproduzimos de seguida na íntegra -, existe uma forma de comunicação entre os cérebros.

Quem o afirma é Moran Cerf, professor de neurociência e negócios da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, na sequência de estudos que tem levado a cabo sobre a sincronia dos impulsos cerebrais entre seres humanos.

Um assunto interessante, que permite uma reflexão mais profunda sobre a forma como interagirmos uns com os outros e que indica, tal como sugere de imediato o título do artigo da autoria de Cecilia Barría, que a melhor decisão que podemos tomar na vida é escolher bem com quem nos relacionamos.

Ora, leiam:

Esta é a melhor decisão que você pode tomar na vida, segundo neurocientista que estuda felicidade

Os cérebros conversam entre si sem que a gente perceba? Pelo visto sim, de acordo com estudos sobre a sincronia dos impulsos cerebrais entre seres humanos realizados por Moran Cerf, professor de neurociência e negócios da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos.

Por mais de uma década, Cerf investiga como as pessoas tomam decisões, não só do ponto de vista comportamental, mas também utilizando eletroenfacelogramas que mostram as zonas do cérebro que se iluminam quando as pessoas reagem a diferentes estímulos.

E o que se tem descoberto é que, quando as pessoas passam tempo juntas, suas ondas cerebrais começam a se parecer e, em alguns casos, podem chegar a ser idênticas.

“Ao compartilhar (a companhia e experiências) com alguém, são produzidos alinhamentos entre os dois cérebros”, diz o neurocientista em entrevista à BBC.

Sincronia elétrica

Em uma das pesquisas, pessoas expostas a determinados comerciais de filmes geraram padrões similares de atividades em seus cérebros, em uma espécie de “sincronia elétrica” que pode ser observada na tela do computador.

“Duas pessoas que assistem aos mesmos filmes, leem os mesmos livros, que compartilham as mesmas experiências e que, além disso, conversam entre si, começam, após duas semanas, a mostrar padrões comuns em linguagem, emoções e até pontos de vista”, explica Cerf.

Por isso, segundo o pesquisador, a melhor decisão que se pode tomar na vida é escolher corretamente as pessoas que te rodeiam.

“As pessoas mais próximas a você têm um impacto na maneira como você se relaciona com a realidade maior do que se pode perceber ou explicar. E uma das consequências disso é se tornar parecido com essas pessoas”, diz o neurocientista.

“Se você escolhe um companheiro ruim e passa dez anos com ele, essa decisão vai ter um impacto significativo (na sua personalidade) e na sua vida.”

Como inventamos histórias

Em seus estudos sobre a forma como nossas escolhas afetam a nossa satisfação pessoal, Cerf distingue vários níveis.

Ele estuda as decisões que tomamos em um determinado momento, como essas decisões são lembradas a longo prazo e como as comparamos com as escolhas de outras pessoas.

O pesquisador diz que algumas pessoas têm grande habilidade para inventar narrativas ou contar histórias positivas sobre as decisões que tomaram.

“Tem gente que teve experiências muito difíceis, mas possuem essa incrível habilidade de usar o cérebro para reinventá-las ou reinterpreta-las. É uma maneira de sintetizar uma experiência particular ou a sua visão do mundo”, afirma Cerf.

A melhor ferramenta para a felicidade

E como podemos treinar o cérebro a fazer essa reinterpretação positiva de experiências ruins?

“É difícil começar a reinterpretar a realidade de uma determinada maneira quando você nunca fez isso antes. A ferramenta mais eficaz é rodear-se de pessoas que possuem essa habilidade”, aconselha o neurocientista.

“Se você passa tempo com essas pessoas, vai começar, progressivamente, a se sentir mais feliz. Vai acabar vendo o mundo de uma maneira mais parecida”, completa.

“É algo que vai ocorrer naturalmente, não é preciso fazer conscientemente. Essa é a vantagem do alinhamento cerebral.”

Cecilia Barría
BBC Mundo
10 fevereiro 2018

Direito de imagem: GETTY IMAGES

Janeiro 31, 2018

Dizem que chorar lava a alma, mas também dizem que os homens não choram. Diz-se muito daquilo que se sente. Assim que nascemos temos de chorar, para depois aprender a não o fazer. Aprendemos que essa é uma fragilidade que devemos esconder numa gaveta, junto com as lamechices, os corações cor-de-rosa, as festinhas e o “amo-te”.

Tal como tudo aquilo que podemos fazer como seres humanos otimizados que somos, o choro tem uma função, é importante. Da mesma forma que o medo tem uma base funcional importante na nossa vida, o choro é também essencial e não deve ser contido ou controlado. O problema surge quando aprendemos a lidar incorretamente com esta função que o nosso corpo sabiamente desenvolveu.

Saímos do túnel escuro ontem estivemos mais de 9 meses e todos os seres estranhos e de batas brancas que estão neste espaço tão iluminado ficam aliviados quando choramos. Depois deste momento, o choro é um aviso, uma arma e um problema. Servirá de termómetro enquanto os bebés vão crescendo. É uma arma quando o usamos como um meio para chegar a um determinado fim. É um problema porque se limitam as crianças desde bebés a não largarem as suas lágrimas, a não partilharem as suas águas com o mundo. Faz barulho. Não nos deixa dormir. Mostra fragilidade. Entre outras e outras e outras.

Passamos uma vida a não chorar. Contemos. Engolimos as emoções porque não é bonito mostrar. Então elas ficam, com armas e bagagens na nossa barriga que às vezes incha voluptuosamente, deixando antever um mar de sentimentos engasgados.

Quando decidimos olhar para nós, seja em terapia ou em trabalho de desenvolvimento pessoal, temos de olhar para esta nossa barriga. É preciso fazer abdominais emocionais para deixar sair aquilo que já não nos serve e que não conseguimos guardar mais. Mas estes abdominais são mais difíceis que os normais. Mais do que ao corpo, fazem doer a alma. Ou assim parece.

É por isso que os primeiros choros da vida adulta são insuficientes. Não são conectados, não lavam a alma e deixam-nos zonzos com a respiração que se (re)estabelece e com o chute de energia que sobe à cabeça e aos olhos em particular. Não choramos com a barriga e a descarga é falsa: há apenas a movimentação de alguma tensão de um lado para o outro no corpo. Mas nesta fase podemos continuar desconectados mas há o ressurgimento de uma vontade de olhar de uma forma diferente.

É quando mergulhamos intensamente em nós que navegamos na possibilidade de nadar nas nossas lágrimas: o choro é conectado e vem dessa barriga tão cheia que precisa de extravasar, mas delicadamente, pulsando lágrima a lágrima em cada inspiração e expiração.

Ana Caeiro, terapeuta em biossíntese.

Janeiro 16, 2018

O corpo era grande desajeitado, descoordenado, desgovernado, desnorteado, desengonçado, desmembrado, desalmado…

Seguia na sombra, na penumbra, oculto por entre os esconsos, os becos…

Entrava em tocas, buracos negros que o sugavam para o fundo. Até ao centro da terra.

Lá, bem no fundo, onde tudo era escuridão, solidão e desnorte, estava ele.

Não via, não ouvia, não cheirava, não tocava, não saboreava, não sentia….

O Corpo era uma massa perdida e informe.

Apenas conseguia pensar…

Mas não sabia o que pensar, como pensar ou para que lhe servia pensar…

Pensou então, que estaria ele, O Corpo, a fazer no centro da terra?

Porquê?

Para quê?

Começou letamente a tentar organizar o pensamento, mas tudo se desvanecia e transformava em névoa que desaparecia à sua volta.

A escuridão, que apenas pressentia, começou levemente a clarear, o silêncio, que só até ali conhecia, começou a marulhar, do ar parado nasceu uma suavíssima brisa, algo etéreo e doce invadiu O Corpo e começou a talhá-lo.

Tal escultor excitado e vibrante com a sua obra, o trabalho da Alma começara.

A pouco e pouco os sentidos iniciaram o seu despertar, pela fenda da terra Mãe uma luz resplandescente elevou o Corpo para a terra.

Uma força enorme puxou-o e finalmente ele viu a luz,os aromas, saboreou o sangue, ouviu a voz da mãe, e sentiu umas mãos quentes e doces em contacto com a sua pele.

Finalmente o Corpo tinha Alma!

Leonor Braga

Janeiro 4, 2018

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A maioria das vezes, quando iniciamos um novo ano, os nossos desejos são formulados ao redor do pensamento cliché de que com saúde – e já agora dinheiro no bolso – tudo se resolve!

Pouco refletimos sobre o que assim estamos a desejar de forma tão automática e ficamos sem entender o que queremos verdadeiramente.

Se pensarmos bem, nem mesmo a saúde e o dinheiro nos trazem paz, por isso, aqui ficam algumas sugestões de resoluções que podem melhorar a nossa vida neste início de 2018:

  1. Liberdade interna
    A liberdade é algo diferente da sensação que temos quando viajamos para algum destino paradisíaco, fazemos o que nos dá na vontade ou até mesmo da euforia que sentimos por não receber ordens.

Mesmo quem vive de um lado para o outro com uma mochila às costas, por exemplo, pode estar tão asfixiado como um workaholic de uma multinacional. E até mesmo quem tem como objetivo praticar o “bem” na vida pode estar tão preso nesse guião como a pessoa com maior má vontade do mundo!

A liberdade é um tipo de capacidade que nos permite deliberar com o mínimo de condicionamentos restritivos.  Aproxima-se mais da habilidade de deitar por terra aquela tentativa da nossa mente de solidificar a vida num frasquinho de certezas. Que tal começarmos a trabalhar nisso este ano?

  1. Desejos mais conscientes
    Se obedecêssemos de imediato aos seus desejos seríamos presas fáceis do egocentrismo, da arrogância, do consumismo, da gula ou, até mesmo, da necessidade compulsiva de apregoar a paz na Terra, afastando os amigos com a nossa atitude chata (!).

Do mais fútil ao mais altruísta, qualquer tipo de desejo que passe invisível ao radar do consciente irá levar-nos, inevitavelmente, de objeto de desejo em objeto de desejo, só para que fiquemos satisfeitos. E o resultado será apenas mais insatisfação.

  1. Capacidade de gerar felicidade
    Viver num ambiente onde a ternura abunda é até fácil, mas conseguir cativar um sorriso genuíno de alguém parece ter um efeito reverberante muito mais poderoso. Esta cadeia de cuidados e olhar atento ao caminho do outro cria um ciclo positivo de manifestações de carinho coletivo.

Ao nosso redor todos agradecem, sobretudo, quem mora connosco!

  1. Resiliência para os dias difíceis
    Cada ano traz novas oportunidades para nos agarrarmos àquilo que consideramos que nos fará felizes, mas esconde uma grande dose de sofrimento pelo apego.

O desafio é perceber que estamos idolatrando mais do que deveríamos, de modo a conseguirmos resistir ao impulso de ficarmos aprisionados na nossa própria alegria e, assim, incapazes de usufruir da vida com leveza.

Ao conseguirmos resistir ao impulso de ficarmos fechados numa ideia, lugar ou pessoa, os dias difíceis tendem a ser muito mais fáceis.

  1. Capacidade de negociar com os próprios desejos
    Se o nosso desejo é ter muito dinheiro no bolso, por exemplo, pode acontecer que nem toda a fortuna do mundo seja capaz de saciar o nosso desejo.

É fulcral que sejamos capazes de nos sentir bem com o que conseguimos, mesmo que não conquistemos tudo o que desejámos.

  1. Saber reconhecer os movimentos internos
    É fundamental que cada um de nós consiga desenvolver a capacidade de ter um GPS interno, que nos guie nas rotas pessoais. Aquela voz interior que nos ajuda a não nos perdermos de nós próprios, seja com atitudes impulsivas, reativas ou que estejam desconectadas dos nossos valores internos.

Saber mergulhar dentro de nós, antes de tomarmos grandes ou pequenas decisões de cabeça quente, é fundamental para não fechar portas ao nosso caminho.

  1. Lidar com a incompletude da vida
    Um passo importante é lidarmos com o facto de que sempre existirá uma dimensão de incompletude na vida. Na verdade, tornamo-nos num poço de inconformismo e insatisfação quando ainda mantemos a esperança de algum dia isso ser saciado.

Encarar a realidade da vida é imperioso: Em momento algum chegaremos ao topo da montanha, uma vez que, na vida, não há topo, nem montanha!

  1. Parar de sonhar com realidades mágicas
    Uma realidade mágica é tudo aquilo que nos causa angústia só de pensar, por ser muito grande, desprovido de senso de realidade e estar fora de nossa área de influência.

É importante tentar olhar ao redor e reconhecer a beleza que já existe na nossa vida, mesmo que seja numa porção fragmentada, manca, incompleta, estranha e contraditória.

  1. Assumir que nada acontece sem se lidar com o medo
    A concretização de uma meta estipulada não vai salvar a nossa alma e o nosso ano. Insistir nisto impele-nos a aprender a conviver com o medo constante do fracasso, da perda, do desapontamento, da rejeição e do “quase”.

Ao desejarmos garantias absolutas e nenhum medo, apenas estamos a mostrar que não entendemos nada sobre atingir metas. Aquilo que consideramos que desejamos mais do que tudo só tem essa magnitude pois está fora da nossa zona de conforto.

  1. Parar de considerar que as listas são autorrealizáveis
    As listas onde enunciamos os nossos objetivos ainda não têm o poder de se realizarem apenas porque sentimos do fundo do coração que “é agora”!

Para concretizar cada item, é preciso pequenas doses de treino diário. São posturas mentais, não treino físico, mas que exigem a mesma disciplina que para terem resultado. Apenas a boa vontade não resolve nada.

De acordo com a lista de cada um, devemo-nos sempre questionar: Vou realmente limitar-me a isto? O que realmente desejo? Posso facilitar a vida de alguém? Estou preso ao meu sofrimento? Estou conectado aos meus valores? O que se passa dentro de mim? O que não aceito nesta vida? Estou a olhar para demasiado longe de mim? Posso lidar com este medo?

Feliz ano novo!

* Adaptado de um artigo da autoria de Frederico Mattos, publicado no site brasileiro Papo de Homem.

Dezembro 21, 2017

Era véspera de Natal, dia 24 pela manhã, lá iam eles cumprir com aquela que já era uma tradição da mãe, com os seus filhos e sobrinhos.

Era aquele dia do ano que servia para reforçarem os laços e perpetuar as memórias para toda a vida.

Fizesse chuva ou frio, não era a intempérie que os impedia de fazerem aquilo a que se propunham todos os anos.

Iam com os corações cheios e o porta-bagagem com mantas, roupas, comida, flores…

Para contrabalançar o assalto aos centros comerciais, as compras, os doces, o corre-corre da época, eles moviam-se descompassados, dando tempo ao tempo, vivendo intensamente cada minuto daquele dia e absorvendo cada vivência.

Havia um roteiro pré-definido, em primeiro lugar iam aos cemitérios, onde cuidavam e colocavam flores nos familiares (bisavós, tias e tios) e amigos.

Só essa caminhada realizada entre o frio e o vento – onde habita uma estranha paz e se contavam histórias e se fortificavam as raízes – foi a forma que encontraram de prestar homenagem às suas vidas.

“Conta mais!” Diziam eles, com aquela curiosidade que carateriza as crianças. Via-se nos seus olhos que se construíam em cada memória, em cada história…

A Mãe acreditava que para sermos como árvores fortes que resistem às tempestades precisavam de conhecer cada fio da sua raiz, para que esta possa buscar o alimento que precisa para permanecer robusta e viçosa.

“A nossa vida faz parte de um sistema que se constrói a partir de cada antepassado, onde as suas histórias de vida, os seus segredos, as mortes precoces, a dor, as vitórias e conquistas… tocam no nosso eu…” Estas eram só algumas das muitas explicações que a Mãe dava e que os Filhos e os Sobrinhos escutavam como se escuta uma música que se gosta muito!

“É importante reconhecer a importância de cada pessoa da nossa família, mas chegou a hora de não nos esquecermos de todos os que sofrem e todos aqueles que abdicam das suas vidas para cuidarem dos enfermos e dos desfavorecidos…”.

Esta conversa antecipava a ida à porta do hospital, onde sempre faziam um minuto de silêncio (acabava por ser sempre mais), desejando e enviando toda a energia translúcida das suas almas.

Com sentimento de pesar por todos aqueles que não tinham a sua sorte, continuavam a viagem.

Quando as luzes de Natal já brilhavam nas ruas, entregavam cobertores, roupas quentes e uma pequena ceia a cada sem abrigo que encontrassem…

“Tia, tia, porque está a desfazer o bolo e a dar ao cão?” Perguntava o sobrinho muito triste, ao ver aquilo que entregavam com tanto amor ser dado ao animal.

“Sabes, as pessoas que vivem nestas condições já passaram por muito, é natural desconfiarem das nossas intenções, ou, quem sabe, se quis partilhar com o seu melhor amigo? “ Explicou a tia, duvidando da segunda opção.

Quando caía a noite, de regresso a casa, entre as luzes dos faróis que se cruzavam numa azáfama única, o silêncio imperava, mas o ruído dos pensamentos fazia sentir-se…

Já na consoada e em família, a Mãe sentia que o corpo vivia aquele momento, mas a Alma, essa, leve como uma pluma e sem ninguém dar conta, encontrava-se com o Espírito do Natal e juntos pairavam em cada lugar, revisitavam cada pessoa, viviam de novo cada instante…

Cristina Santos

Dezembro 13, 2017

No passado dia 8 de dezembro reunimos na Sintricare para falar da relação que temos connosco. Falámos de autoestima, amor-próprio e autocompaixão. O encontro começou com uma questão: qual é o melhor momento da nossa vida? Quando eramos bebés e sem preocupações? Quando somos jovens adultos, cheios de energia e a ganhar independência financeira? Cada fase tem desafios.

Assim, o maior desafio que temos nas nossas vidas pode não ser atingir a felicidade, mas sim estarmos na melhor fase das nossas vidas, precisamente no momento em que nos encontramos, com tudo o que isso traz. Sejam encontros ou desencontros. E a relação que temos connosco é a base de tudo isso.

Na perspetiva apresentada, a autoestima foi definida como forma de valorização pessoal e enquadra a forma como olhamos para nós, como nos cuidamos e estimamos. É como que uma avaliação subjetiva que fazemos a nós próprios e que pode ser positiva ou negativa. O amor-próprio define a relação connosco, o quanto nos amamos ou não… A autocompaixão reside na base destas duas dimensões e é acedida quando estas estão equilibradas.

Antes de referirmos o que é a autocompaixão, sublinhámos neste encontro aquilo que não é: egoísmo, exigência, piedade, fraqueza, pena, censura… A autocompaixão surge então quando encontramos um lugar de respeito por nós e onde podemos ser compreensivos, gentis, honestos connosco, com os nossos limites, sem nos sentirmos culpados e acima de tudo, sem crítica.

De facto, a autocrítica é a maior inimiga da autocompaixão e é muito importante observarmo-nos para identificarmos os nossos processos: quando é que pegamos no “chicote”? A partir daí, como é que podemos negociar connosco e evitar a autocrítica? Como podemos encontrar um lugar onde, contactando com o nosso lado saudável, podemos ouvir as nossas dificuldades, dar-lhes algum espaço, sem nos deixarmos levar por elas, como se fossem o canto da sereia?

Respeitar o nosso ritmo é fundamental, pois permite manter o nosso comboio a andar à nossa velocidade, sem ser empurrado pelas necessidades dos outros. E para isso é importante termos tempo para nós, respirar, fazer algo que gostamos, apreciar a vida, viver com prazer! Nem que seja um minuto por dia, aumentando sempre a fasquia. Quanto tempo a mais ganhamos no final do mês? Vamos tentar?

Ana Caeiro

Novembro 29, 2017

São seis da manhã e estou sentada na sala. O cavaleiro andante acordou-me.

Estava num cavalo branco no alto duma colina belíssima e a sua armadura brilhava ao sol.

Para mim este cavaleiro representa o Terapeuta.

O Terapeuta em Biossíntese é um cavaleiro andante, um artista que busca a perfeição.

Ele é doce e terno, forte e assertivo, resistente e frágil, flexível e seguro.

Ele dá ao seu cliente Amor e recebe Amor em troca.

Há muito conforto e afeto nesta relação. Ele dá tudo o que tem e recebe muito mais.

As trocas de energia “amorosas” são imensas e abrangem o Universo.

Por cada gesto, por cada troca entre paciente e terapeuta, sinto que o mundo se torna um lugar melhor e mais centrado.

Será que ainda vamos a tempo de o melhorar?

Sinto que sim e faz todo o sentido estar aqui e agora e fazer parte deste, cada vez maior, grupo de pessoas que lutam pelo Amor, Paz, Equilíbrio, Tranquilidade, Bem-estar interior.

Estas forças poderosas irão definitivamente deixar um mundo melhor para nós e para os que vierem!

Isto para mim é Biossíntese e é por isso que aqui estou e para isso que aqui estamos!

Leonor Braga

Novembro 15, 2017

Ali estava ele. Só. Desolado. No meio do deserto imenso…

Areia, pedras, pedras, areia… olhar perdido no vazio.

A noite descia repentina e gélida sobre o deserto escaldante.

Então, o céu estrelado, tudo envolvia.

Só céu redondo, escuro, profundo, longínquo…

Aqui e além o brilho das estrelas e da lua davam-lhe luz.

Uma luz azul, branca, por vezes trémula, ou insidiosa e forte sobre a sua cabeça.

Silêncio… um silêncio de morte rodeava o homem.

À sua volta o deserto jazia mudo e frio.

Levantou-se um vento intenso que lhe trazia grãos finos de areia.

A pouco e pouco sentiu-se envolver por ela… morna, doce, penetrante.

A sensação era boa. Lembrava-lhe a praia… quando há muitos anos atrás ia para a praia adorava rebolar-se na areia.

Molhava-se, nadava e quando chegava à areia rebolava-se nela.

Por vezes escavava um buraco, em forma de caixão, e metia-se nele.

Cabeça de fora, coberto de areia. Era uma sensação tão boa…

Regredia assim a um mundo de envolvências, sentires, doçuras indizíveis e ondas de prazer.

A praia, a praia, aquela praia longínqua da sua infância…

Era uma praia linda, imensa, com ar selvagem e extenso areal. Rochedos pontiagudos, escarpas agrestes, mar bravio.

Por vezes, no Inverno, passava horas sentado a olhar o mar. Esse olhar descansava-o, amansava a sua dor, aplacava a sua imensa ansiedade e fazia-o mais feliz!

E o vento, batendo-lhe na face, lembrava-lhe que estava vivo.

Como era bom esse vento salgado, que o salpicava, o inundava, o despertava insistente… Acorda, acorda… olha à tua volta, ousa viver… não tenhas medo – sussurrava ele. O vento fora determinante na sua vida.

Ouvia muitas vezes dizer – “Oh que vento irritante! Este vento que desagradável!”

Não entendia. Para ele o vento sempre fora um aliado. Trazia-lhe vida, força, rumores de terras longínquas, cheiros, odores misteriosos, folhas, flores, pássaros em debandada, insectos, borboletas, pétalas perfumadas…vozes e choros, cantos e música… Ai o vento poderoso e indomável como ele gostaria de ter sido.

Do mar chegava-lhe o cheiro a algas, peixes, anémonas, de monstros marinhos ocultos e escuros, o prazer e o medo numa confusão de sentimentos que não conseguia separar.

A força do mar a sua brutalidade e poder contrastando com beleza, suavidade, doçura, profundidade…

Cada onda que ia e vinha na praia, lhe trazia um pouco de tudo: algas verdes, vermelhas, castanhas, pequenas conchas, esqueletos, ossos, espinhas, peixes mortos, lixo… e a espuma branca e etérea apesar de todos estes despojos, permanecia ali até ser levada pelo vento….

Vítor escolhera morrer.

A meio da vida, em plena crise de meia-idade, encontrava-se num beco sem saída… ou por outra, a única saída que encontrara era a morte.

Pensou numa estratégia.
Como fazê-lo? Onde? Pensou e lembrou-se do deserto. Ele adorava o deserto. Traçou um plano.

Iria para Marrocos, onde passaria uma excelente semana de férias, e faria uma excursão ao deserto.

Durante a noite iria perder-se do acampamento e de manhã ninguém o voltaria a encontrar.

Perder-se-ia até à morte.

Belo e romântico plano. Assim iria ser.

Reuniu os amigos na casa de Lisboa, sobranceira ao Tejo, onde tinha sido medianamente feliz. Fez um jantar requintado e entregou a cada um objecto da sua casa.

Disse que tinha coisas a mais e queria renovar a decoração… Os amigos um pouco perplexos aceitaram agradecidos.

– Olha se não gostarem pelo menos lembram-se de mim – O Vítor aquele chato que nos dava imensas secas quando já estava toldado. Um sonhador, um idealista…

Vítor nascera no Alentejo profundo perto de Beja. Calor sufocante no Verão, frio gélido no Inverno. Terra de extremos.

Estudara em Beja e cedo se pôs a caminho de Lisboa. Queria conhecer Mundo. Por sorte inscreveu-se na Marinha e assim correu realmente o mundo em viagens de circunavegação onde quase tudo ou quase nada acontecia.

Vítor fartava-se de tudo rapidamente.

Apaixonou-se por duas ou três sereias mas a coisa corria sempre mal…vá lá saber-se porquê?

Azar ao amor, dizia ele…

Foi, assim, ficando cada vez mais só e fechado sobre si mesmo.

Essa circunavegação sentimental acabava por levá-lo sempre ao ponto de partida.

Cada vez mais solitário… a vida ia perdendo as cores e o encanto.

Adorava chegar à varanda e ver o Tejo. Brilhante, por vezes com reflexos prateados, azuis, correndo, sempre correndo para o mar que ele conhecia.

Mas a pouco e pouco nem isso o animava…

Os escassos amigos que tinha tentavam em vão desafiá-lo para programas tentadores mas Vítor raramente se lhes juntava.

Preferia ficar em casa, a ouvir música, beber um bom vinho e sonhar.

Como seria a vida dele dali a dez anos? Nem queria imaginar.

Um quadro negro abria-se-lhe diante dos olhos, só via escuridão. Vazio. Solidão. Nada. Desespero.

O que me resta? Vou fazer a tal excursão enquanto ainda posso apreciar a paisagem e depois desapareço.

Vento e mar… e ele ali perdido no deserto. Todos dormiam, a noite ia longa e fria e Vítor continuava a deixar-se embalar por estas lembranças longínquas.

O plano estava em acção. Decorria conforme o previsto.

Tudo se conjugava para que resultasse. Lá vaguearia só, perdido até à morte.

Nesta noite longa e fria toda a sua vida se lhe mostrara como num filme em que ele era o protagonista.

Como um estranho revia as imagens, sensações, sentimentos de que se compunha a sua vida até aquele dia.

Mais uma vez embalado pelo vento, iluminado pelas estrelas e fundido com o deserto se sentia parte integrante deste espaço vazio e oco onde escolhera ficar para sempre.

A pouco e pouco uma ténue claridade rompia o horizonte. Madrugada já? Vítor perdera a noção do tempo.

Também pouco lhe importava o tempo conceito relativo e efémero a que quase todos os homens se agarravam.

O que era o tempo afinal? Será que existia um tempo? Ali estava ele fora do tempo.

Despojado de tudo, apenas protegido pela jhilaba comprada em Marraquexe, descalço, deitou-se na areia olhando o infinito.

A Estrela d’Alva despontava já, trémula no meio dos outros corpos de luz, que hesitantes se iam esbatendo no espaço.

Fechou os olhos e sentiu.

Lembrou-se de Ana… uma das suas grandes paixões, talvez a mulher com quem se sentira mais feliz.

Deixou-se levar pela mão de Ana e percorreu o tempo que viveram juntos.

Tempo mágico, de paixão e entrega como mais nenhum outro na sua vida.

Ana era pintora e escultora. De uma sensibilidade indizível… doce, meiga, envolvente… era uma mulher invulgar. De grandes olhos cor de mel, cabelos escuros, longos e sedosos, corpo esguio e elegante, ar exótico… Ana fora o seu grande amor… agora se dava conta disso… só agora.

Ana veio resgatá-lo, relembrar-lhe de como o amor pode ser doce e envolvente e nos pode ressuscitar… Onde estaria? O que faria agora?

Porque razão lhe aparecera Ana agora?

Então Vítor entendeu… Ana captara o seu desespero e viera em seu auxílio. Ana queria-o de volta à vida.

Ao abrir os olhos viu despontar a Estrela d’Alva, agora clara e luzente, iluminando tudo à sua volta.

E viu Ana, etérea estendendo-lhe a mão e sorrindo – Vem, vem dá-me a mão, regressamos juntos ao acampamento… Vamos recomeçar!

Leonor Braga

Novembro 2, 2017

O workshop aberto “Transições – Como lidar com Mudanças”, com o objetivo de divulgar a Psicoterapia Corporal em Biossíntese, orientado por Ana Caeiro, a 1 de Novembro, na Sintricare, foi um sucesso. A este propósito, falámos com a psicoterapeuta da Sintricare, para perceber melhor como as mudanças nos podem afetar.

 

O que a motivou a desenvolver o workshop aberto “Transições – Como lidar com mudanças”?

Como psicoterapeuta, vejo este tema frequentemente nas consultas. É um tema que, para muitas pessoas traz muita ansiedade, sejam as mudanças repentinas e que não controlamos, ou as mudanças que queremos operar desde nós e que passam pela nossa tomada de decisão. Focando mais nesta última, as mudanças que são da nossa “responsabilidade”, surgem sempre muitas dúvidas e dificuldades. Podem abranger situações como mudar de emprego, terminar relações, mudar de casa… São decisões pessoais que as pessoas têm de tomar e que são difíceis! Abandonar algo que é conhecido, confortável e controlado, para algo que tem sempre um determinado grau de incerteza, acorda sentimentos de medo e insegurança e, por vezes, as pessoas preferem ficar em algo que lhes traz infelicidade ou sofrimento, mas que é previsível, do que dar um salto no desconhecido.

Considera que, hoje em dia, há uma dificuldade real em gerir e lidar com o que é novo? Na sua opinião, por que razões?

Sim, para a maioria das pessoas é difícil. O que é novo pode não ser conhecido. Vejamos o seguinte exemplo: eu posso mudar de emprego, ganhar exatamente o mesmo e ter as mesmas funções e responsabilidade. Mas vou ter um chefe novo, colegas diferentes… Onde para alguns esta é uma oportunidade, para outros é gerador de ansiedade! E também não podemos esquecer que as pessoas com um perfil mais rígido e controlador sentem mais esse desafio do desconhecido. O enfoque necessário é perceber que somos todos diferentes, cada um com a sua particularidade, e enquanto para alguns os novos desafios são ótimos, para outros são fonte de ansiedade e stress. E mesmo dentro dos que sentem mais estas dificuldades, cada um sentirá de maneira diferente e cada um terá as suas estratégias ou poderá encontrar ferramentas diferentes para lidar com isso.

Que repercussões tem, para o dia-a-dia, a forma como gerimos as transformações que ocorrem na vida?

Muitas! Porque lidar com aquilo que sai da rotina e que nos transmite segurança pode ser muito drenante a nível físico ou energético. E mesmo os próprios mecanismos e estratégias que desenvolvemos podem ter consequências. Quando, por exemplo, tendemos a “engolir” as nossas emoções para irmos para o mundo, esta contenção pode ter consequências psicológicas e físicas (somatização). Por outro lado, quando aprendemos a gerir as transformações que ocorrem na vida de uma forma mais tranquila, aceitando o que surge, os efeitos serão muito mais positivos e apaziguadores.

Qual é a perspetiva / abordagem da psicoterapia corporal em Biossíntese para lidar melhor com as mudanças?

Existem inúmeras ferramentas que podemos enumerar, principalmente relacionadas com o processo de desenvolvimento pessoal, associada a esta psicoterapia. Este é um processo de alterações a nível da nossa estrutura que demoram tempo e que têm o seu próprio processo. Ainda assim, a possibilidade de nos observarmos nesses momentos, ganhando um maior autoconhecimento, pode ser um ponto de partida. A par desta possibilidade, podemos fazer algo que parece ser simples: respirar. Quando estamos mais afetados ou ansiosos, temos uma respiração tendencialmente mais superficial. Se estivermos muito tristes e não quisermos chorar, por exemplo, sabemos que se respirarmos fundo, podemos quebrar e o choro vai surgir. Então o convite é que, nestes momentos de mudanças, possamos parar, estar connosco, e respirar um pouco, mas profundamente. Este movimento vai criar espaço e tempo, e estes dois elementos são essenciais quando somos mais impulsivos e agimos sem pensar, ou até mesmo mais emotivos, ficando na emoção sem tomar uma decisão ou ação.

Considera que o workshop aberto, realizado na Sintricare, para divulgar a Psicoterapia Corporal em Biossíntese, atingiu os objetivos previstos? Porquê?

Apesar de ser um workshop de curta duração, o objetivo era o de deixar algumas sementes, permitindo que as participantes pudessem levar algo com elas. Considero que foi possível, principalmente através das partilhas que muito enriqueceram a dinâmica de grupo e energia que se estabeleceu.

Outubro 18, 2017

Hoje partilhamos um pertinente artigo de Octávio Moura, especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e  especialista avançado em Neuropsicologia, publicado no site Portal da Dislexia sobre os sinais de alerta desta Perturbação da Aprendizagem Específica nas crianças.

Do ponto de vista da nossa experiência técnica e pessoal sobre Dislexia, consideramos a leitura deste artigo crucial para esclarecer pais, professores e até psicólogos: enumera e resume de forma criteriosa todos aqueles pequenos detalhes aos quais devemos estar atentos nas crianças.

Para nós, na Sintricare, é fundamental combater a desinformação generalizada sobre esta Perturbação da Aprendizagem Específica e apostar na avaliação precoce da Dislexia… a bem das nossas crianças! Boa leitura!

SINAIS DE ALERTA DA DISLEXIA

Dada a natureza desenvolvimental desta Perturbação da Aprendizagem Específica, as crianças com Dislexia já evidenciam um conjunto significativo de sinais e sintomas durante a infância e início da escolaridade. De seguida são apresentados alguns Sinais de Alerta da Dislexia na infância e em idade escolar para que pais e professores possam mais facilmente identificar estas possíveis alterações nos seus educandos. Na eventualidade de identificar vários destes sinais de alerta e a criança manifestar dificuldades significativas nos processos de leitura e escrita é recomendado o encaminhamento da criança para uma avaliação especializada por profissionais [nomeadamente (neuro)psicólogos] com larga experiência neste âmbito.

SINAIS DE ALERTA DA DISLEXIA DURANTE A INFÂNCIA:

  • Atraso no desenvolvimento da linguagem. Começou a dizer as primeiras palavras mais tarde do que o habitual e a construir frases mais tardiamente.
  • Apresentou alguns problemas na linguagem durante o seu desenvolvimento, nomeadamente dificuldades em pronunciar determinados sons/fonemas, linguagem ‘abebezada’ para além do tempo normal, etc.
  • Apresentou dificuldades em memorizar e acompanhar canções infantis e lenga-lengas, revelou dificuldades nas tarefas de rimas.
  • Apresentou dificuldades em tarefas de consciência fonológica (rimas, lenga-lengas, segmentação sílabica, etc.).
  • Entre vários outros sinais.

SINAIS DE ALERTA DA DISLEXIA NA IDADE ESCOLAR:

  • Dificuldades de leitura e escrita: lentidão na aprendizagem e na memorização das letras, e na automatização dos processos da leitura e escrita.
  • Dificuldade em compreender que as palavras se podem segmentar em sílabas e fonemas.
  • Dificuldades na consciência fonológica (segmentação fonémica e manipulação fonológica, etc.).
  • A velocidade da leitura encontra-se significativamente abaixo do esperado para a idade. Muitas vezes a sua leitura é silabada e ocorre uma enorme lentidão na conversão grafema-fonema.
  • Bastantes dificuldades na descodificação das palavras, com a presença de inúmeras alterações. Revela dificuldades nos processos de descodificação grafema-fonema e/ou na leitura automática de palavras.
  • Dificuldades na compreensão/interpretação dos textos lidos devido ao baixo desempenho na leitura. Normal compreensão quando os textos lhe são lidos pelo adulto.
  • Na escrita surgem muitos erros ortográficos (trocas fonológicas e/ou lexicais) em todo o tipo de palavras (quanto à regularidade e frequência).
  • Na escrita surgem lacunas acentuadas na organização/estruturação das ideias no texto e na construção frásica.
  • Demora demasiado tempo na realização dos trabalhos de casa (uma hora de trabalho rende 10 minutos).
  • Utiliza estratégias e truques para não ler. Não revela qualquer prazer pela leitura.
  • Distrai-se com bastante facilidade perante qualquer estímulo, parecendo que está a sonhar acordado. Curtos períodos de atenção.
  • Os resultados escolares não são condizentes com a sua capacidade intelectual. Melhores resultados nas avaliações orais do que nas escritas.
  • Dificuldades em memorizar e processar informações verbais.
  • Muitas dificuldades na aprendizagem de uma língua estrangeira (Inglês).
  • Não gosta de ir à escola ou de realizar atividades com ela relacionada.
  • Apresenta picos de aprendizagem, nuns dias parece assimilar e compreender os conteúdos curriculares e noutros parece ter esquecido o que tinha aprendido anteriormente.
  • Entre vários outros sinais.”

FONTE: Moura, O. (2017). Portal da Dislexia. Acedido em 17/10/2017, de https://dislexia.pt.