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Categoria: Blog

Dezembro 6, 2018

Quantas vezes pensamos que não estamos preparados para determinadas etapas ou fases da nossa Vida? Quantas vezes sentimos que andamos às apalpadelas, no escuro, em relação a vários temas? Genericamente, a resposta é: muitas. Alguns de nós estão na penumbra no campo das emoções, outros na relação com o outro, e outros mesmo na relação consigo. Somos todos diferentes, e por isso existem diferentes “desconhecimentos”.

A maturidade permite acender algumas luzes, a par da experiência e da vontade de continuar a encontrar algum interruptor. Mas o que corre menos bem é geralmente encoberto pelo manto da estratégia, algo a que nos socorremos quando estamos em sofrimento e que serve para afastar essa dor. Esse manto, ou máscara, é fundamental para fazer face aos vários desafios da vida, mas de facto, quando se torna numa segunda pele, não nos permite viver plenamente.

Assim seguimos na vida, muitas vezes sem saber o que está ao virar da próxima esquina. É como se fossemos caminhando no mundo, mas sem um mapa efetivo, um croqui que nos dê pelo menos uma ideia aproximada dos sítios que queremos visitar ou os locais onde queremos chegar. A grande dificuldade dos croquis, é que geralmente são desenhados por outros, não servem.

Os mapas, são concebidos nas alturas. E nós estamos no terreno, sem mapa, a calcorrear ruas e vielas, à procura de uma saída.

Quando somos pequeninos, vamos de mão dada com alguém. E mesmo que nos levem aos trambolhões, lá vamos indo. Quando nos largam a mão e ficamos sozinhos no mundo, sozinhos nas nossas decisões, temos de contar com a nossa bússola interna. O desafio é calibrá-la. A experiência é efetiva na utilização de uma bússola, mas é o autoconhecimento que afina esta ferramenta. Claro que a experiência desagua no autoconhecimento e vice-versa. Mas sem nos conhecermos a nós, sem conhecermos as peças que compõem esta bússola, não nos conseguimos fazer à estrada. Melhor: conseguimos, mas se a bússola não funciona, para onde estamos a ir? E se ficarmos parados no mesmo lugar no medo de nos perdemos, onde é que não estamos a chegar?

Ana Caeiro, Psicoterapeuta Corporal em Biossíntese.

Novembro 22, 2018

Este ano letivo 2018-2019 preparámos uma série de visitas de enriquecimento educativo e cultural no âmbito da Studycare, a sala de apoio psicopedagógico da Sintricare, em Sintra, que, com certeza irão agradar todas as crianças e jovens.

A ideia é, a cada mês, proporcionar uma experiência diferente e lúdica aos mais novos, que lhes permita desenvolver aprendizagens específicas, enquanto se divertem.

Em Outubro, fomos ao bowling, e este sábado vamos fazer uma visita cultural aos parques geridos pela Parques de Sintra Monte-Lua, mas os passeios não param por aqui e até Junho temos muitas surpresas!

Com esta ideia por base, envolvemos os nossos jovens na angariação de fundos para as atividades, motivando-os no sentido da autonomia e de darem passos concretos e práticos para alcançarem os seus objetivos.

Se gostaram deste projeto, façam uma visita à Sintricare, para perceber tudo o que a nossa sala de apoio psicopedagógico tem para oferecer às vossas crianças e jovens. Aproveitam e tragam logo os vossos filhos, netos ou sobrinhos! Cá vos esperamos.

Cristina Santos

Novembro 10, 2018

Apesar de o ano letivo já ter iniciado em setembro, o retomar da rotina e do… corre-corre (!) pode demorar mais tempo para uns do que para outros.

Se parássemos para contemplar a organização de um formigueiro, por certo, nos revíamos… achando nós estarmos tão longe delas!

Mas como animais ditos desenvolvidos que somos, imposto pelas particularidades da vida ou por escolha própria, decidimos acumular todas as funções e respetivos desempenhos, vendo-nos a braços com centenas de tarefas diárias!

Um ritmo alucinante, em que cada célula do nosso corpo acaba, inevitavelmente, a sentir-se nauseada…, mas adiante…

Levanta-te!!! Já é tarde!!!

Estás a ouvir? Levanta-te!!!

Esta é a minha reza matinal todos os dias para ele se levantar, ao que o meu Martim me responde entre uma meia volta e outra: – Já vooooou!

– Oh meu Deus! Martiiiiiim!!!! Estamos atrasados!

Corro no corredor para cá e para lá e, ao mesmo tempo, enfio um braço e outro da blusa, aperto o casaco e puxo melhor as calças, até assentarem bem na cintura e alinhar as costuras…

Aparece estremunhado com o cabelo desalinhado arrastando a voz: – Booooom diaaaa!

– Despacha-te! Trouxeste as cuecas e as meias?

Entretanto, já estava no quarto do Martim, pronta para lhe levar o que faltava para se vestir… olha para a cama e ainda, num golpe de magia, puxa os lençóis para cima, atira com as almofadas para ter um ar mais apresentável e cuidado.

Volta à casa de banho, abre o frasco do creme de dia e retira com o dedo indicador uma porção que coloca de cada lado da bochecha, espalha-o pelo rosto e apanha o cabelo num carrapito prendendo-o com uma mola.

– Martiiiiiim!!! Estás proooonto?! Já te vestiste? Tomaste o pequeno-almoço? Despacha-te que estamos atrasados e não posso, uma vez mais, chegar atrasada ao trabalho!”

Apesar de ficcionado este é um excerto de um episódio que poderia ser de qualquer um de nós… ou melhor, dos primeiros dez minutos de um dia, aleatório, retirado à azafama da nossa apertada rotina de 24 horas.

Depois chega o final do dia e, com ele, aquela que é uma das conversas mais frustrantes entre pais e filhos. Regra geral, acontece no carro ou à mesa do jantar. Perguntamos “como é que foi o teu dia?” ou “como é que correu a escola?”, ao que as crianças reagem com um “correu bem”, sem desenvolverem muito mais a resposta.

Esta é uma das grandes queixas dos pais, que se sentem frustrados e ainda mais cansados de ouvir sempre o mesmo, mas será que o problema está mesmo nas crianças? Pensemos na nossa reação, quando nos fazem a mesma questão em relação ao trabalho. “Foi bom” ou “correu tudo bem” também é a nossa resposta, certo? Então, porque esperamos um comportamento diferente por parte dos nossos filhos?

Nesta questão, como em tantas outras da nossa louca rotina diária, o problema está na forma como colocamos as perguntas às crianças, que tantas vezes as sentem como impessoais.

Que tal tentarmos outras vias? Diferentes formas de abordar os assuntos com os nossos filhos? Apesar de ser difícil encontrarmos inspiração para o fazermos, no meio de tantas tarefas que acumulamos, hoje, partilhamos algumas sugestões para contornar a malfadada pergunta e conseguirmos chegar até aos nossos filhos. Pode ser que assim, pelo menos o final do dia, em família, se torne um momento mais apaziguador.

Questionar quanto aos pontos altos e baixos de cada dia:
Como são perguntas muito específicas, ajudam as crianças a articular os melhores e os piores momentos que viveram, e criam uma janela de oportunidade para, em conjunto, tentarem encontrar soluções para o que correu menos bem. Caso os pais aproveitem para falar de igual modo sobre o seu dia, também se fomenta a partilha, a escuta e a atenção recíproca.

  • Qual foi a coisa mais divertida que te aconteceu hoje?
  • Alguém fez algo muito querido por ti ou qual foi a coisa mais querida que fizeste por alguém hoje?
  • Quem é que te fez sorrir hoje?
  • Quem é que se portou mal contigo?
  • O que é que aprendeste hoje nas aulas e qual foi a aula que achaste mais difícil?
  • Houve alguma regra da professora que tenhas sentido dificuldade em respeitar?
  • Qual foi o momento em que te sentiste mais orgulhoso de ti hoje?
  • Numa escala de 1 a 10, como é que classificas o teu dia? Porquê?

Questões que estimulem a curiosidade e o interesse:
Às vezes, fazer apenas uma destas perguntas, que demonstrem interesse pelas particularidades da vida dos filhos, já quebra o silêncio e ajuda a estimular o diálogo. Interesse-se, realmente, por quem o rodeia, com quem se identifica, quem são os amigos mais próximos: entre na sua realidade, conheça-a, pergunte e ouça a resposta. Podemos aproveitar para estimular a curiosidade das crianças, deixando-as perguntar tópicos semelhantes sobre nós ou do nosso.

  • O que almoçaste? Estava bom?
  • Qual dos teus professores era mais capaz de sobreviver a uma invasão de extraterrestres? Porquê?
  • Há algum colega de quem gostasses de ser amigo, mas ainda não és? Porquê?
  • Sentiste que havia algum colega mais triste hoje?
  • O que ensinarias aos teus colegas, se pudesses ser tu o professor amanhã?
  • Se um dos teus colegas fosse professor, em qual votarias para ser escolhido? Porquê?
  • Estás a trabalhar nalgum projeto na aula que tiveste hoje de música/EVT? Qual?
  • Se tivesses uma máquina do tempo para andar para trás no tempo, mudavas alguma coisa no teu dia de hoje?
  • Qual é o teu colega mais divertido? E o mais chato?
  • Quem é a auxiliar mais querida e o professor de que mais gostas?

Estes são apenas alguns exemplos para mudar a estratégia de abordagem deste assunto com os filhos. Que tal fazer o mesmo exercício para as outras questões do dia-a-dia?!

Fica a sugestão!

Cristina Santos

Outubro 25, 2018
O que é que te prende?

Existem momentos na vida em que nos sentimos presos. Presos a pensamentos, emoções, relações, hábitos, memórias, história, crenças… O que te prende, a ti? O que te amarra e te impede de fluir na vida?

Conhecermo-nos melhor e identificar onde nos dói é fundamental num processo de evolução pessoal. Mas não só é difícil como é doloroso. Olhar para dentro de nós é o caminho natural quando queremos estar de bem com a vida e numa boa relação connosco. A grande questão é que, quando o fazemos, encontramos o bom e o mau. Visitamos as qualidades, encontramos os dilemas e tropeçamos nos traumas. Olhamos os antepassados, os que se cruzaram e deixaram marca na nossa vida, as aventuras positivas e os esqueletos no armário. Cheira a mofo e cheira a flores. Cheira à liberdade da infância e ao jugo das prisões mentais, as nossas e as dos outros.

Então, como soltar amarras? Vamos estabelecer algumas bases:

  • É importante perceber que somos todos diferentes. Se o vizinho do lado tem problemas com a mãe, não significa que nós temos. E mesmo que tenhamos ambos problemas com a mãe, serão certamente diferentes, porque somos diferentes, temos histórias diferentes e encontraremos recursos e ferramentas diferentes para lidar com esse desafio.
  • Então, quem somos? Podemos levar a vida toda nesta questão, mas trabalhar na nossa história, memórias, família… É fundamental. E é a base do trabalho de desenvolvimento pessoal. Como podemos nos desenvolver se não sabemos quem somos?
  • Para trabalharmos sobre algo, temos de identificar o que queremos trabalhar. Neste caso, o que é que nos prende? Quais são as amarras que queremos libertar? Poderão ser várias coisas, em diferentes graus. Então, o que quero trabalhar agora? Para o que é que é possível olhar agora? Mergulhar em tudo ao mesmo tempo pode ser um grave erro! Quando é demais, é fácil sentirmo-nos inundados e é mais difícil de nos mantermos à tona…
  • Por fim, o que é que nos pode ajudar? A par do melhor conhecimento sobre mim mesmo, o que é que eu tenho a nível de ferramentas, qualidades ou capacidades, que me possam ajudar em determinada situação ou a desatar determinado nó?
  • Dispam-se de expetativas: não coloquem prazos, não exijam demasiado, nem de vocês, nem dos outros.
  • Menos é mais: às vezes simplificar é o caminho mais difícil, por mais estranho que pareça, mas é claramente uma via que transmite mais clareza e que nos permite ver com calma os caminhos que podemos percorrer.

Simples? Não. É difícil. É duro. Não é por acaso que se diz que a ignorância é uma bênção: iniciar o processo de desenvolvimento pessoal não tem volta a dar, não dá para voltar para trás. E tem tanto de doloroso, como de mágico. Vamos então escolher acreditar neste processo mágico, e desatar nós!

Outubro 11, 2018

O Dia Mundial da Saúde Mental celebra-se, todos os anos, a 10 de Outubro, sendo este, “um importante momento de reflexão e de análise no que às questões na saúde mental em Portugal dizem respeito”, como se pode ler no artigo que a Ordem dos Psicólogos Portugueses publicou no seu site para assinalar esta data.

A par de algumas ilações importantes, a ter em conta a propósito do Programa Nacional de Saúde Mental criado há dez anos, podem ler-se também alguns indicadores numéricos que a Sintricare considera relevantes destacar:

  • Um em cada quatro portugueses sofre de um problema de saúde mental, o que representa 23% da população, de acordo com o primeiro estudo epidemiológico de Saúde Mental realizado em Portugal.
  • O número de portugueses (entre os inscritos nos centros de saúde) com depressões aumentou 43%, em apenas 6 anos, logo, quase metade dos cidadãos já teve uma perturbação mental durante a sua vida. Em 2011, a taxa era de 6,85%, sendo 9,8% em 2017. Isto significa que, atualmente, o nosso país é o segundo da Europa com maior prevalência de doenças mentais na população, com um valor quase idêntico ao da Irlanda do Norte, que ocupa o primeiro lugar deste ranking.
  • As perturbações depressivas, em 2016, foram a terceira principal doença causadora de morbilidade em Portugal nas mulheres, e a quarta nos homens, contribuindo para cerca dos 70% dos mil suicídios (3 por dia) aproximados que ocorrem em Portugal.
  • A perturbação de ansiedade afeta cerca de 4,9% da população, ou seja, meio milhão de portugueses.
  • 30 milhões de embalagens de psicofármacos foram prescritas em 2016.
  • 29.631.192 de embalagens de ansiolíticos, sedativos, hipnóticos, antipsicóticos e antidepressores foram no mesmo ano, representando o dobro do número registado em 2013 (15.048.043 embalagens).
  • Mais de 600 mil euros foram gastos pelos portugueses, por dia, em psicofármacos.
  • Registou-se uma aumento na ordem de 112% nas embalagens prescritas de antidepressores (5.556.092 em 2013 para 11.795.898 em 2016), e de 68% na dose diária definida (263.414.234 em 2012 e 358.197.748 em 2016).
  • 250 mil euros foi o valor gasto, por dia, pelos portugueses apenas com este psicofármaco (antidepressores).

O artigo recorda que, este ano, a Organização Mundial de Saúde escolheu o tema “os jovens e a saúde mental num mundo em mudança“, uma vez que “é nesta fase da vida que aparecem metade das perturbações mentais e por ser estratégico a aposta na promoção da saúde mental e na prevenção”, pode ler-se.

Neste sentido, basta analisarmos os números da saúde mental em Portugal, para enquadrar de outro modo o apelo que nos é lançado por Francisco Miranda Rodrigues, Bastonário da Ordem Portuguesa dos Psicólogos. É imperioso, para todos nós, “fazer da prevenção em saúde mental uma prioridade sob pena de hipotecarmos o futuro das nossas crianças e jovens e de Portugal. Este repto não é apenas ao Governo, mas também às instituições sociais e comunitárias, às empresas e seguradoras. É com todos, somente com todos, que conseguiremos alterar o paradigma, promover as pessoas, prevenir a doença mental grave e acautelar o futuro de Portugal e o bem-estar dos portugueses”.

Para lerem o artigo completo, basta clicarem AQUI.

Sintricare

Setembro 26, 2018

A melhor fase da nossa vida tem de ser aquela onde nos encontramos. O desafio é precisamente esse. Pensei neste tema enquanto olhava para o meu filho e pensava: é a melhor fase da vida dele. Ponderei vários motivos, entre eles a despreocupação de um menino de 3 anos, com a vida pela frente. Mas depois pensei: ainda assim, tem tantos desafios… Sim, se calhar a melhor fase é depois da adolescência, quando entramos na vida adulta, começamos a trabalhar e sentimos que vamos na direção de algo, que somos capazes! Depois pensei em mim: a imaturidade emocional era grande. Havia um grande sentido de responsabilidade, de ética e de funcionamento, mas a nível emocional ainda existia um mar para navegar.

Fiquei então na bruma. E ao refletir um pouco concluí algo que pode ser um cliché, mas que é algo que podemos desejar e procurar encontrar: a melhor fase da nossa vida tem de ser aquela onde nos encontramos. O desprendimento temporal a tempos antigos da nossa vida, leva-nos a acreditar, de uma forma algo ingénua, que lá para trás fomos muito felizes, apesar dos percalços. O negativo fica esbaforido na contagem do tempo ou, deturpadamente, fica numa forma ilusória como algo “que não foi tão mau assim”. A par disto, as coisas boas crescem, valorizam-se e, quais portugueses saudosos, olhamos para os eventos do nosso passado como os “melhores”, os mais “preenchidos”, os mais “felizes”.

Mas podem ser apenas ilusões. O desafio maior que temos nas nossas vidas não é sermos felizes, é estarmos na melhor fase das nossas vidas, precisamente no momento em que nos encontramos, com tudo o que isso traz. Sejam encontros ou desencontros. Pode parecer ilógico de algum ponto de vista, pois o ser humano não quer sofrer, mas na realidade, o passado não existe e o futuro ainda não se fez. Residem dentro de nós e podem ter um poder abissal e descontrolado. A grande aprendizagem é estar presente no momento em que nos situamos, conectados, aceitando o que surge. Essa aprendizagem é a vida!

Ana Caeiro 

Setembro 12, 2018

A equipa da Sintricare reuniu-se neste início de ano letivo com o objetivo de que todos os profissionais que connosco trabalham integrem as valências de cada um e que possam:

– Promover a colaboração entre todos
– Divulgar a sua área de intervenção
– Estimular a sinergia mútua
– Difundir a coesão

Um encontro que, com certeza, nos ajudará a cumprir com a nossa missão, trabalhando na promoção do bem-estar a todos os níveis, que se rege por um serviço de qualidade em que cada um é olhado e cuidado como um ser único e especial!

Este é um princípio transversal a todas as nossas valências, que são as consultas de psicologia e psicoterapia, a sala de apoio psicopedagógico, a academia sénior, as várias atividades artísticas e do desporto, a preparação para o parto, entre outras…

É o caso da Sintri Party, um serviço pensado para criar eventos, festas ou aniversários únicos, especiais e personalizados, que conseguiu abrilhantar a reunião da nossa equipa, onde tivemos o privilégio de disfrutar do bom gosto e dos saborosos pitéus preparados por esta recente vertente da Sintricare.

O produto final desta equipa será sempre maior que a soma de cada um individualmente! Que se repercuta em todos aqueles que nos procuram!

Temos um projeto singular porque acreditamos na singularidade de cada um!

Desejamos a todos um bom início de ano letivo!

Cristina Santos

Agosto 29, 2018

Para uma infância saudável e equilibrada há uma série de atividades que são essenciais, desde as tarefas mais rotineiras do dia-a-dia até à prática desportiva.

Hoje, ao contrário do que acontecia há umas décadas, as crianças e jovens não passam horas intermináveis a brincar na rua, muitas vezes, nem a pé vão para a escola e, regra geral, começam mais tarde a ajudar nas tarefas domésticas. Como tal, é fundamental encontrar alternativas para que se mexam e gastem energia!

A prática desportiva surge como uma forma de proporcionar um nível de atividade física que, antes, era naturalmente mais compatível com aquele que, todos, deveríamos ter para uma vida mais equilibrada.

Os benefícios do desporto para o desenvolvimento da criança são inúmeros, já que implica um conjunto de movimentos estruturados e repetidos, cujo objetivo é a melhoria da aptidão física.

Logo, a prática desportiva está, sem dúvida, associada a um aumento do bem-estar físico, mas também, psíquico, social e neuro-cognitivo, uma vez que é  necessária a aprendizagem do respeito pelas regras e pela partilha de responsabilidade, sem esquecer que a disciplina individual e coletiva, inerentes ao desporto, também promovem a autoconfiança.

De salientar que, na infância, a  atividade desportiva deve ser sobretudo lúdica e estar associada ao prazer, características que irão facilitar a adesão da criança.

Aos pais cabe-lhes a responsabilidade de tentar encontrar uma modalidade que vá ao encontro da idade, especificidade e gosto particular de cada filho, de modo a tornar a prática desportiva uma fonte de motivação, prazer e saúde!

Sintricare

Agosto 16, 2018

Agosto… tempo de férias! Para nós, é tempo de preparar o próximo ano letivo.

Ideias a borbulhar… Onde podemos melhorar? Que projetos lançar? Papéis, burocracias, ajustes, programação, agendar, redes sociais, lançamentos… uffffa!!!

E tempo?!

Quem trabalha, em especial com crianças e jovens, tem que ser criativo, reinventar-se a cada ano, atualizar-se, perceber e dar resposta às necessidades das famílias… mas tem que digerir, assimilar, criar, equilibrar-se e existir, cuidando-se…

Quando nos perguntam se vamos de férias, costumamos dizer, a brincar, que tiramos férias por umas horas! Mas, nessas horas, tem que haver qualidade!

Um dos próximos projetos da Sintricare é “Ai o Meu Filho”, dirigido aos pais e onde, este ano, abordamos as seguintes temáticas: “Ensinar o seu filho a estudar”, “Pré adolescência”, “Adolescência”, “Separação/divórcio”, “Como lidar com os medos – ansiedade” e “Como lidar com as zangas/raiva/birras/comportamentos”.

Estes encontros temáticos realizam-se ao longo do ano letivo, entre as 19 horas e as 20h30 de algumas segundas-feiras que, oportunamente, comunicaremos quais são.

Temos um denominador comum em todos os nossos projetos, assim como, ao longo de todos os anos da Sintricare: Cada um, é um ser único e especial!

E, nem de propósito, ao reler uma passagem de um dos livros de Augusto Cury, fixei-me numa das suas afirmações:
“Os bons filhos preparam-se para o sucesso, os filhos brilhantes preparam-se para enfrentar derrotas e frustrações”.

Refleti sobre a profundidade desta afirmação… Todos nós queremos que os filhos tenham sucesso, sem dúvida! Proporcionamos-lhes tudo o que está ao nosso alcance e, por vezes, com muito sacrifício…

O que leva – e como leva! -, na sua maioria (não gosto nada de generalizar), a sociedade de hoje – que somos todos nós – a não preparar os filhos para estas vivências, que são impulsionadoras da criatividade, da superação, da força, da atitude…

Cada um de nós terá a sua realidade e verdade… fazemos o melhor que sabemos!

Com consciência, podemos chegar tão longe e criar filhos tão mais felizes e capazes!!!

Queremos contribuir para encontrar um caminho em conjunto!

Além dos encontros para pais e educadores, vamos também realizar vários workshops para pais e filhos: Iniciativas dinâmicas, criativas e abertas, com o intuito de vos ajudar com sugestões e ideias.

Informem-se! Estejam atentos à nossa agenda!

Cristina Santos

Agosto 2, 2018

A vida acontece, a cada segundo, plena de intensidade e momentos únicos. Desenvolver a capacidade de celebrar o facto de estarmos vivos é um passo crucial para a felicidade.

A ideia não é, obviamente, fazer uma festa quando algo menos bom nos deita abaixo, mas antes, tentar encontrar uma perspetiva positiva em tudo. Por mais dramático que determinado acontecimento seja, acaba sendo sempre, também, uma oportunidade de aprendizagem.

O truque é perspetivar tudo o que nos acontece. E, sem dúvida, descobrir como celebrar a dádiva tremenda de podermos estar, aqui e agora, connosco próprios ou com quem mais amamos, neste planeta cuja beleza nos dá tantas razões para pasmar.

Contemplar a infinita perfeição da natureza, por exemplo, e escutar, sentir e olhar cada detalhe com mais plenitude é, por si só, uma forma de celebração. Um meio de nos alinharmos com o milagre da vida, que segue curso indiferente aos contratempos da existência.

Depois, mais do que os ciclos naturais, há sempre aquelas etapas marcantes, incontornáveis em cada percurso, que gritam celebração!

É o caso do curso ou projeto que se conclui, depois de tanto esforço. As vitórias dos filhos ou dos pais, a conquista tão desejada dos cônjuges ou, simplesmente, o aniversário de quem anima o nosso mundo.

Mais do que pelo acumular de coisas, a felicidade é feita de vivências. Tece-se em frações de experiências únicas, sobretudo quando são ao redor de quem se ama. E, um dia, serão elas que darão lugar às doces memórias.

Encontrar o espaço, o tempo e o ritmo certo para cada tipo de celebração, neste mundo acelerado em que vivemos, é meio caminho andado para treinarmos a atenção… para que nunca se esqueça de focar no manancial de positividade que existe na vida e na nossa existência.

Aprender a celebrar pode ser, realmente, meio caminho andado para a felicidade!

 

Sintricare