Pesquisar
Pesquisar

Etiqueta: Leonor Braga

Maio 23, 2018

Era uma vez um homem à espera.

O homem estava sentado numa pedra à beira da estrada e esperava…

Porque esperava ele?

Por quem esperava ele?

O que esperava ele?

A isso não podemos responder…

Apenas sabemos que esperava!

Os dias, as horas, os minutos, os segundos, todos os tempos passavam sem que ele movesse um só dedo!

Mudo e quedo o homem esperava…

Sucediam-se sóis e chuvas, escuridões e claridades, ventos e calmarias e nada o demovia da sua longa, eterna espera.

Até que um dia de sol quente e brilhante, o homem pestanejou, rodou lentamente a cabeça e olhou para trás.

Atrás de si viu tudo!

A sua vida passada em que ousou ter sentimentos: inúmeras tristezas, imensas alegrias, longas guerras, mais longas acalmias, lágrimas muitas, sorrisos sem fim…

Porque temia então, há tanto tempo, regressar à sua vida passada e esperava agora imóvel, naquela rocha?

Olhou em frente e viu o futuro!

Este era belo, de muitas cores, rico, perfumado, calmo e cheio de luz!

Porque esperara então?

Esperara até poder vê-lo!

Só agora, depois de tanto tempo parado, imóvel, expectante, conseguia ver o futuro.

Valera a pena a espera e o homem, lentamente levantou-se e seguiu o seu caminho!

 

Leonor Braga

Maio 9, 2018

Um minúsculo, ínfimo, ponto luminoso percorre o teu corpo.

De Norte a Sul, de Leste a Oeste, do centro à periferia, ele faz o seu caminho. Entra em atalhos, estreitas passagens, becos sem saída e, rapidamente retrocede e encontra largas e amplas vias.

O ponto de luz não pára, o seu percurso é incessante, contínuo, ora rápido, ora lento, mas sempre vívido e brilhante.

Súbitamente ressoa, vibra, sente outro corpo luminoso aproximar-se e encontra uma vibração comum.

Ambos então, encerrados nos seus continentes, vibram em sintonia e ficam mais velozes e mais brilhantes. Um após outro, sucedem-se encontros com outros seres de luz que numa longa e profunda espiral energética unem os seus campos de vibração.

Cada um de nós encerra em si mesmo um Universo único, irrepetível, que eternamente se perpetua e que vibra em uníssono ao encontrar energias semelhantes.

A esta vibração imaterial etéria, profunda e luminosa chamamos Amor, Fraternidade, Alegria, Encontro de Almas gémeas que em si guardam o segredo da vida.

O Universo és tu! Tudo o que existe no Universo está em ti! Apenas é necessário encontrar o Caminho e sentir a vibração dos pontos de luz que nos rodeiam e que, tal como tu, contêm o Universo!

Leonor Braga

Março 28, 2018

Estávamos todos dentro dum círculo de giz branco num fundo negro.

Ninguém podia pôr os pés fóra do círculo de giz ou seria engolido pelo abismo.

Ouviam-se cânticos índios, todos cantavam e dançavam em volta de uma grande fogueira.

Os antepassados foram invocados e rapidamente alguns caíam em profundo transe.

A noite negra e estrelada rodeaxa o círculo de giz como se este estivesse perdido, solto, no meio do Universo.

Lentamente o círculo de giz ia rodando e arrastando todos com ele, como uma bola de neve gigantesca.

Do círculo saía uma luz intensa, branca, brilhante, numa explosão de vida, de força de energia.

Os cânticos ressoavam e um cheiro intenso de muitos aromas pairava no ar.

Todos estavam felizes, unidos, juntando os seus ancestrais saberes, para assim poderem evoluir como seres únicos e portadores dum segredo Universal.

Da união energética, fraterna, única, entre estas almas nasce uma cadeia de amor e protecção incondicional que, a pouco e pouco , vai mudando o Mundo.

Leonor Braga

Fevereiro 28, 2018

Era uma vez uma ostra que vivia no fundo dum mar lamacento e escuro.

Era difícil chegar-lhe a luz do sol, a claridade da água e a quentura das correntes.

Vivia na escuridão, no silêncio e no frio…

Os anos foram passando e a ostra fazia o mínimo para sobreviver.

Certo dia a ostra sentiu-se vacilar e soltar-se dos limos onde tinha vivido.

Veio uma violenta corrente, quente, poderosa, luminosa e arrastou-a para outras águas.

De início sentiu-se perdida, sem saber para onde ía… até que parou numa superfície macia, quente, translúcida e bela.

Onde estou?

Que lugar é este?

Nunca imaginei que existisse um lugar assim… será que morri?

A pouco e pouco foi-se abrindo, cada dia mais, até que sentiu um pequeno grão de areia, que naquele turbilhão, tinha entrado na sua concha.

Todos os dias o acariciava e beijava, falando-lhe de como se sentia feliz nesta nova vida.

Tinha luz, calor, transparência, alimento e o grão de areia ouvia-a atentamente e de dia para dia ia cescendo.

Uma bela manhã a ostra olhou para o grão de areia e viu que ele se tranformara na mais bela pérola que alguma vez vira.

Sentiu que por mais difícil e triste a vida tem sempre algo de precioso escondido, o que importa é ser capaz de se deixar levar pela corrente, sem medos, porque da escuridão e do lodo pode surgir a mais bela pérola do Oceano.

Leonor Braga

Janeiro 16, 2018

O corpo era grande desajeitado, descoordenado, desgovernado, desnorteado, desengonçado, desmembrado, desalmado…

Seguia na sombra, na penumbra, oculto por entre os esconsos, os becos…

Entrava em tocas, buracos negros que o sugavam para o fundo. Até ao centro da terra.

Lá, bem no fundo, onde tudo era escuridão, solidão e desnorte, estava ele.

Não via, não ouvia, não cheirava, não tocava, não saboreava, não sentia….

O Corpo era uma massa perdida e informe.

Apenas conseguia pensar…

Mas não sabia o que pensar, como pensar ou para que lhe servia pensar…

Pensou então, que estaria ele, O Corpo, a fazer no centro da terra?

Porquê?

Para quê?

Começou letamente a tentar organizar o pensamento, mas tudo se desvanecia e transformava em névoa que desaparecia à sua volta.

A escuridão, que apenas pressentia, começou levemente a clarear, o silêncio, que só até ali conhecia, começou a marulhar, do ar parado nasceu uma suavíssima brisa, algo etéreo e doce invadiu O Corpo e começou a talhá-lo.

Tal escultor excitado e vibrante com a sua obra, o trabalho da Alma começara.

A pouco e pouco os sentidos iniciaram o seu despertar, pela fenda da terra Mãe uma luz resplandescente elevou o Corpo para a terra.

Uma força enorme puxou-o e finalmente ele viu a luz,os aromas, saboreou o sangue, ouviu a voz da mãe, e sentiu umas mãos quentes e doces em contacto com a sua pele.

Finalmente o Corpo tinha Alma!

Leonor Braga

Novembro 29, 2017

São seis da manhã e estou sentada na sala. O cavaleiro andante acordou-me.

Estava num cavalo branco no alto duma colina belíssima e a sua armadura brilhava ao sol.

Para mim este cavaleiro representa o Terapeuta.

O Terapeuta em Biossíntese é um cavaleiro andante, um artista que busca a perfeição.

Ele é doce e terno, forte e assertivo, resistente e frágil, flexível e seguro.

Ele dá ao seu cliente Amor e recebe Amor em troca.

Há muito conforto e afeto nesta relação. Ele dá tudo o que tem e recebe muito mais.

As trocas de energia “amorosas” são imensas e abrangem o Universo.

Por cada gesto, por cada troca entre paciente e terapeuta, sinto que o mundo se torna um lugar melhor e mais centrado.

Será que ainda vamos a tempo de o melhorar?

Sinto que sim e faz todo o sentido estar aqui e agora e fazer parte deste, cada vez maior, grupo de pessoas que lutam pelo Amor, Paz, Equilíbrio, Tranquilidade, Bem-estar interior.

Estas forças poderosas irão definitivamente deixar um mundo melhor para nós e para os que vierem!

Isto para mim é Biossíntese e é por isso que aqui estou e para isso que aqui estamos!

Leonor Braga