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Etiqueta: família

Agosto 16, 2017

Tem a certeza que vai de férias ou continua em modo de trabalho mas no formato mais cool?

Esta época pode proporcionar-nos momentos fabulosos de relaxamento e descanso, fundamentais para ganhar equilíbrio para o ano que se segue.

Se leva crianças, tente conseguir alguns momentos para si pois a sua disponibilidade será outra para elas!

De acordo com o gosto de cada um, temos que saber usufruir:

Se for no campo ou na serra, não faltam os sons da natureza, a partilha de um piquenique, uma sesta no fresquinho das árvores, uma caminhada… respire fundo e absorva a paz desse lugar!

Se for na praia, mesmo que seja num lugar mais frequentado… observe o ritmo do mar e a sua imensidão, caminhe com determinação na areia, sinta a textura e a temperatura, coloque um objetivo a alcançar na sua vida! Refresque-se e liberte-se!

Se for em viagem, tire fotos, passeie, caminhe, explore… mas não se esqueça de acordar os 5 sentidos para que mais tarde possa recordar através de um cheiro, de um sabor, de uma imagem …

Se ficar em casa, altere a rotina, permita-se ver um bom filme, fazer jogos, descansar, ouvir música, conviver com amigos, dar passeios… todas aquelas atividades que lhe deem prazer e que não consegue fazê-las em tempo de trabalho…

As crianças ficam felizes quando sentem que os pais estão felizes verdadeiramente!

Não façam das vossas férias mais uma correria constante!

Respeitem os ritmos, parem, usufruam, respirem… vivam o momento!

As crianças e jovens agradecem!

Cristina Santos

Novembro 7, 2016

Sugestão:

Podem imprimir para pintar com os filhotes e enquanto isso pense na sua família… as nossas raízes são fundamentais para nos conhecermos melhor!

Visitem o álbum de fotos, façam legendas, recordem e partilhem!

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Agosto 16, 2016

A Mãe carrega um filho dentro de si durante nove meses e mais uns pozinhos. Depois de nascerem, os filhos continuam a ser carregados durante uma vida. Não é necessariamente mais fácil, nem mais leve. Os pesos são diferentes e as formas de pesar também. Em alguns casos há um Pai presente que compõe a tríade e completa esta balança, permitindo que o aumento da carga seja motivo de alegria e contemplação, mas também de receios e contendas. A questão é que as famílias não são as mesmas de quando eramos nós os filhos pequenos, e quanto mais para trás andamos, maiores as diferenças que podemos encontrar.

A vida corre rápida. Também as mudanças entre gerações são cada vez mais rápidas e disruptivas. Quantas vezes pensamos e comentamos: quando tinha a idade do meu filho não existiam telemóveis, computadores… E os nossos pais dizem-nos que na altura deles não havia televisão, o homem ainda não tinha ido à Lua e havia fome de comida e de nutrição. Os tempos mudam e os relógios voam.

Muitas coisas se tornaram mais simples, desde o acompanhamento dos partos às fraldas descartáveis.

Mas será que a decisão de ter um filho também se tornou mais simples? Em 2014, a taxa de natalidade[1] era, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, de 7.9‰. Para estabelecermos uma pequena comparação, em 1981 era quase o dobro: 15.4‰. Esta permilagem refere basicamente quantos bebés nascem por cada mil habitantes e como se pode verificar, o número é muito reduzido.

Para além de se decidir ter filhos cada vez mais tarde, os problemas de fertilidade são cada vez maiores assim como é maior a dificuldade em tomar uma decisão. As relações não têm a mesma estabilidade formal, reforçado pelo aumento do número de divórcios ou de famílias desestruturadas.

A crise financeira faz temer o futuro e não facilita na hora de tomar a decisão de ter um filho ou repetir a experiência de ter mais filhos. De facto, Portugal não está neste momento a assegurar a substituição de gerações que só ocorre com uma média superior a 2 filhos por casal. Outra motivação que também tem surgido é um sentido de dificuldade em decidir trazer uma criança para um mundo tão desafiante.

Então, como decidir? O lado biológico ajuda: há efetivamente um relógio biológico que toca, tanto nos homens como nas mulheres e que nos urge a manter vivo o nosso ADN. É possível, isso sim, satisfazer a vontade biológica quando, com consciência e assertividade, podemos tomar a decisão firme de sermos pais. É preciso pesar muita coisa, quer na balança, quer na carteira. No entanto e remetendo para o relógio que teima em tocar, quando não queremos ter filhos, não é fácil desligar o alarme de algo que não temos acesso e que reside bem no interior do nosso corpo.

E como respeitar os que não querem ter filhos? Essa é a parte mais simples: respeitando. Alguém que decide não ser pai ou mãe tem esse poder de decisão, tem as suas motivações, das mais superficiais às mais profundas e, creio, nunca poderá ser intitulado de egoísta. Uma vez ouvi uma mulher dizer a outra: “uma mulher só é mulher depois de ser mãe”. Não há comentário mais injusto e errado do que este, principalmente quando é dito a alguém que na altura lutava com dificuldades em engravidar.

Uma mulher é uma mulher. E pode ser mãe ou não. Como também pode ser costureira, piloto de aviões ou polícia. E é quando nos consciencializarmos que podemos ser tudo que vamos perder este medo de estar no nada.

Decidam em consciência e presença plenas aquilo que é num dado momento o melhor!
[1] A Taxa Bruta de Natalidade refere o número de nados-vivos ocorrido durante um determinado período de tempo, normalmente ano civil, referido à população média desse período.

Texto de Ana Caeiro, Psicoterapeuta Corporal em Biossíntese (ana.caeiro@mail.com)
Foto: Viktor Jakovlev, unsplash.com