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Etiqueta: biossíntese

Dezembro 13, 2017

No passado dia 8 de dezembro reunimos na Sintricare para falar da relação que temos connosco. Falámos de autoestima, amor-próprio e autocompaixão. O encontro começou com uma questão: qual é o melhor momento da nossa vida? Quando eramos bebés e sem preocupações? Quando somos jovens adultos, cheios de energia e a ganhar independência financeira? Cada fase tem desafios. Assim, o maior desafio que temos nas nossas vidas pode não ser atingir a felicidade, mas sim estarmos na melhor fase das nossas vidas, precisamente no momento em que nos encontramos, com tudo o que isso traz. Sejam encontros ou desencontros. E a relação que temos connosco é a base de tudo isso. Na perspetiva apresentada, a autoestima foi definida como forma de valorização pessoal e enquadra a forma como olhamos para nós, como nos cuidamos e estimamos. É como que uma avaliação subjetiva que fazemos a nós próprios e que pode ser positiva ou negativa. O amor-próprio define a relação connosco, o quanto nos amamos ou não… A autocompaixão reside na base destas duas dimensões e é acedida quando estas estão equilibradas. Antes de referirmos o que é a autocompaixão, sublinhámos neste encontro aquilo que não é: egoísmo, exigência, piedade, fraqueza, pena, censura… A autocompaixão surge então quando encontramos um lugar de respeito por nós e onde podemos ser compreensivos, gentis, honestos connosco, com os nossos limites, sem

Novembro 29, 2017

São seis da manhã e estou sentada na sala. O cavaleiro andante acordou-me. Estava num cavalo branco no alto duma colina belíssima e a sua armadura brilhava ao sol. Para mim este cavaleiro representa o Terapeuta. O Terapeuta em Biossíntese é um cavaleiro andante, um artista que busca a perfeição. Ele é doce e terno, forte e assertivo, resistente e frágil, flexível e seguro. Ele dá ao seu cliente Amor e recebe Amor em troca. Há muito conforto e afeto nesta relação. Ele dá tudo o que tem e recebe muito mais. As trocas de energia “amorosas” são imensas e abrangem o Universo. Por cada gesto, por cada troca entre paciente e terapeuta, sinto que o mundo se torna um lugar melhor e mais centrado. Será que ainda vamos a tempo de o melhorar? Sinto que sim e faz todo o sentido estar aqui e agora e fazer parte deste, cada vez maior, grupo de pessoas que lutam pelo Amor, Paz, Equilíbrio, Tranquilidade, Bem-estar interior. Estas forças poderosas irão definitivamente deixar um mundo melhor para nós e para os que vierem! Isto para mim é Biossíntese e é por isso que aqui estou e para isso que aqui estamos! Leonor Braga

Novembro 2, 2017

O workshop aberto “Transições – Como lidar com Mudanças”, com o objetivo de divulgar a Psicoterapia Corporal em Biossíntese, orientado por Ana Caeiro, a 1 de Novembro, na Sintricare, foi um sucesso. A este propósito, falámos com a psicoterapeuta da Sintricare, para perceber melhor como as mudanças nos podem afetar.

 

O que a motivou a desenvolver o workshop aberto “Transições – Como lidar com mudanças”?

Como psicoterapeuta, vejo este tema frequentemente nas consultas. É um tema que, para muitas pessoas traz muita ansiedade, sejam as mudanças repentinas e que não controlamos, ou as mudanças que queremos operar desde nós e que passam pela nossa tomada de decisão. Focando mais nesta última, as mudanças que são da nossa “responsabilidade”, surgem sempre muitas dúvidas e dificuldades. Podem abranger situações como mudar de emprego, terminar relações, mudar de casa… São decisões pessoais que as pessoas têm de tomar e que são difíceis! Abandonar algo que é conhecido, confortável e controlado, para algo que tem sempre um determinado grau de incerteza, acorda sentimentos de medo e insegurança e, por vezes, as pe

Setembro 20, 2016

Dizem que chorar lava a alma, mas também dizem que os homens não choram. Diz-se muito daquilo que se sente. Assim que nascemos temos de chorar, para depois aprender a não o fazer. Aprendemos que essa é uma fragilidade que devemos esconder numa gaveta, junto com as lamechices, os corações cor-de-rosa, as festinhas e o “amo-te”. Tal como tudo aquilo que podemos fazer como seres humanos optimizados que somos, o choro tem uma função, é importante. Da mesma forma que o medo tem uma base funcional importante na nossa vida, o choro é também essencial e não deve ser contido ou controlado. O problema surge quando aprendemos a lidar incorrectamente com esta função que o nosso corpo sabiamente desenvolveu. Saímos do túnel escuro ontem estivemos mais de 9 meses e todos os seres estranhos e de batas brancas que estão neste espaço tão iluminado ficam aliviados quando choramos. Depois deste momento, o choro é um aviso, uma arma e um problema. Servirá de termómetro: ah este choro, isto é fome. Hum, isto é sono! Lembro-me de estar grávida e ouvir estas palavras sábias: quando o teu filho chorar tu vais saber o que é (parecia uma premonição mágica, eles nascem e desce em nós, mulheres, a enciclopédia ser-mãe-deste-filho-em-particular). É mito. Enquanto algumas pessoas acertam, outras (como eu), vão por tentativa e erro. Muita fralda desnecessária é mudada quando a solução era apenas a de voltar

Agosto 29, 2016

Todas as nossas emoções e sensações têm um objectivo e uma funcionalidade. Se pensarmos na raiva (não na raiva cega), ela pode ser o motor que nos leva a fazer algo, que nos impele ao movimento. A tristeza permite a expressão de algo difícil e a sua mobilização para fora de nós, e a ansiedade e o medo também tem funções muito importantes. Ao longo do tempo fomos afastando a ideia de que o ser humano é um animal e como tal, cortámos com a percepção daquilo que não é racional e renegamos o que é entendido como impulsos, intuições ou sensações primitivas. Mas somos animais, e o que me tem ajudado muito a perceber o corpo humano, é ter esta informação bem presente. Vamos imaginar uma gazela. Esta gazela está na savana a comer a sua ervinha de uma forma tranquila mas presente, ou seja, está alerta ao que a rodeia. O seu batimento cardíaco é normal e é o sistema para-simpático que está a trabalhar. Repentinamente surge uma ameaça, há um leão por perto. A gazela dispara, o batimento cardíaco sobe e é o sistema simpático que toma a dianteira, promovendo a reacção de fuga. Quando a ameaça desaparece, assim desaparece o medo e a ansiedade, o batimento cardíaco diminui e a gazela volta calmamente ao seu pasto. Este é o movimento natural entre ficar ansioso e relaxar. O medo e ansiedade têm então esta funcionalidade: manter o alerta para potenciais ameaças e reagir perante elas. Então qual

Agosto 3, 2016

O Holding é um dos temas da Pós-Graduação em Psicoterapia Corporal em Biossíntese e a sua definição sugere apoio, sustentação e segurança. Quando nascemos precisamos ser vistos, tocados e necessitamos de nos sentir em segurança. A forma como fomos nutridos nesta fase inicial da vida é fundamental e pode trazer respostas para a forma como nos sentimos hoje. Como fui recebido pela minha família? Como fui visto e cuidado? Os sentidos assumem uma grande importância nesta altura, pois é através deles que o bebé vai percepcionar o mundo. Quando nascemos já trazemos os cinco sentidos desenvolvidos e na audição, embora o bebé possa não perceber o que lhe é dito, a forma e o tom de tudo o que o circunda é muito importante. Ele sabe distinguir entre a voz meiga do cuidador ou uma voz irritada. E vai reagir a isso. Imaginem então a importância do toque num corpo que passa por uma transição tão grande: estava numa bolha, num mundo aquático e vem para um local onde há luminosidade, roupas, barulhos estridentes. O toque acalma e o contacto da pele, corpo a corpo, é um grande recurso para o bebé aprender a confiar no mundo e a ser nutrido por ele. A visão é também uma forma muito forte de contacto. Dizem que o bebé quando nasce apenas consegue ver cerca de um palmo à frente do seu nariz, que será o suficiente para ver a cara da mãe enquanto se alimenta. O olhar que a mãe vai devolver ao bebé

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Janeiro 1, 2015

Hoje pela manhã, espreitei o céu e pairavam no ar, livremente, uns pássaros. Deitado em cima da minha cama estava o Tomás de 8 anos, e eu para não perder uma oportunidade de o ensinar, perguntei-lhe: sabes como se chamam aqueles pássaros? E ele espreitou e ainda ensonado, disse: – são pretos e têm um biquinho laranja? … são melros! Pois são, disse eu! E eu voltei a perguntar: e se fossem todos pretos? Como se chamavam? E este diálogo poderia continuar sem parar, mas o Tomás já não me respondeu… quando olhei… já tinha saltado da cama e estava a brincar com uns bonecos que ganham vida nas suas mãos… no seu mundo de fantasia, onde todos os pássaros, independentemente, do seu nome, têm lugar… Ser criança é viver entre a fantasia e a realidade, onde os dois mundos são a integração do seu ser, do seu pensar, da sua história… onde elabora o que se passa nas suas vivências e nos seus desejos. Um dia, um pai perguntou-me, falando da sua filha de 6 anos: – acha normal, ela querer ser princesa, neste mundo tão competitivo? Ela tem que desejar ser médica ou… Para que as crianças possam crescer saudáveis e um dia serem adultos equilibrados, é fundamental brincarem e incorporarem as suas fantasias, para que aos poucos se possam ir adequando ao mundo. Brincar é primordial e é o alicerce, até que aos poucos a fantasia vai dando lugar à realidade, aos sonhos e aos objectivos que queremos alcanç