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Etiqueta: autoconhecimento

Fevereiro 27, 2019

Março é o mês do Carnaval!
Reza a história que estas festividades começaram com os gregos, como uma festa pagã e que foi posteriormente anexada às festividades da Igreja Católica. Celebrando-se sempre a uma terça-feira, 47 dias antes do Domingo de Páscoa, era o momento de celebrar e de usar uma máscara, antes dos períodos de jejum e privação da Páscoa.

Apesar de encontrarmos diferenças entre países e até mesmo entre regiões dentro do nosso próprio país, o Carnaval está associado à diversão e ao disfarce. Miúdos e graúdos desfilam pelas ruas, divertidos, podendo ser, por um dia, uma personagem diferente.

E nós?
E nós, no dia-a-dia, seremos também personagens? Usaremos máscaras quando lidamos com os outros ou até mesmo connosco? De facto, quando, no nosso crescimento e desenvolvimento, lidamos com situações difíceis, criamos estratégias que nos permitam ultrapassar momentos mais dolorosos. Ao criarmos essas estratégias, vamos construindo uma máscara com a qual contactamos com o mundo lá fora, que num dado momento nos falhou ou magoou.

No processo terapêutico ou de desenvolvimento pessoal, é muito importante identificarmos esses movimentos, respondendo a questões como:

– O que foi difícil para mim, durante o meu crescimento? Como lidei com isso? Que estratégias encontrei para ultrapassar situações dolorosas? Como compus a minha máscara? Ela ainda é útil hoje?

As nossas estratégias ou máscaras são fundamentais. De facto, elas permitem-nos lidar com o sofrimento, mesmo que seja a simples negação da sua existência, por exemplo! No entanto, quando estamos nos desafios da vida adulta, estas respostas já não se coadunam com o que a vida nos pede. E aí respondemos às novas questões com movimento velhos, que já não servem. Isto causa desconforto, desconsolo, ansiedade…

Por isso é tão importante o autoconhecimento! Como podemos nós, através de um melhor conhecimento do nosso processo, da nossa história, revisitar a dor, transformá-la e encontrar um caminho novo!

Bom Carnaval!

Ana Caeiro, Psicoterapeuta Corporal em Biossíntese

Dezembro 6, 2018

Quantas vezes pensamos que não estamos preparados para determinadas etapas ou fases da nossa Vida? Quantas vezes sentimos que andamos às apalpadelas, no escuro, em relação a vários temas? Genericamente, a resposta é: muitas. Alguns de nós estão na penumbra no campo das emoções, outros na relação com o outro, e outros mesmo na relação consigo. Somos todos diferentes, e por isso existem diferentes “desconhecimentos”.

A maturidade permite acender algumas luzes, a par da experiência e da vontade de continuar a encontrar algum interruptor. Mas o que corre menos bem é geralmente encoberto pelo manto da estratégia, algo a que nos socorremos quando estamos em sofrimento e que serve para afastar essa dor. Esse manto, ou máscara, é fundamental para fazer face aos vários desafios da vida, mas de facto, quando se torna numa segunda pele, não nos permite viver plenamente.

Assim seguimos na vida, muitas vezes sem saber o que está ao virar da próxima esquina. É como se fossemos caminhando no mundo, mas sem um mapa efetivo, um croqui que nos dê pelo menos uma ideia aproximada dos sítios que queremos visitar ou os locais onde queremos chegar. A grande dificuldade dos croquis, é que geralmente são desenhados por outros, não servem.

Os mapas, são concebidos nas alturas. E nós estamos no terreno, sem mapa, a calcorrear ruas e vielas, à procura de uma saída.

Quando somos pequeninos, vamos de mão dada com alguém. E mesmo que nos levem aos trambolhões, lá vamos indo. Quando nos largam a mão e ficamos sozinhos no mundo, sozinhos nas nossas decisões, temos de contar com a nossa bússola interna. O desafio é calibrá-la. A experiência é efetiva na utilização de uma bússola, mas é o autoconhecimento que afina esta ferramenta. Claro que a experiência desagua no autoconhecimento e vice-versa. Mas sem nos conhecermos a nós, sem conhecermos as peças que compõem esta bússola, não nos conseguimos fazer à estrada. Melhor: conseguimos, mas se a bússola não funciona, para onde estamos a ir? E se ficarmos parados no mesmo lugar no medo de nos perdemos, onde é que não estamos a chegar?

Ana Caeiro, Psicoterapeuta Corporal em Biossíntese.

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