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Etiqueta: auto-estima

Dezembro 13, 2017

No passado dia 8 de dezembro reunimos na Sintricare para falar da relação que temos connosco. Falámos de autoestima, amor-próprio e autocompaixão. O encontro começou com uma questão: qual é o melhor momento da nossa vida? Quando eramos bebés e sem preocupações? Quando somos jovens adultos, cheios de energia e a ganhar independência financeira? Cada fase tem desafios.

Assim, o maior desafio que temos nas nossas vidas pode não ser atingir a felicidade, mas sim estarmos na melhor fase das nossas vidas, precisamente no momento em que nos encontramos, com tudo o que isso traz. Sejam encontros ou desencontros. E a relação que temos connosco é a base de tudo isso.

Na perspetiva apresentada, a autoestima foi definida como forma de valorização pessoal e enquadra a forma como olhamos para nós, como nos cuidamos e estimamos. É como que uma avaliação subjetiva que fazemos a nós próprios e que pode ser positiva ou negativa. O amor-próprio define a relação connosco, o quanto nos amamos ou não… A autocompaixão reside na base destas duas dimensões e é acedida quando estas estão equilibradas.

Antes de referirmos o que é a autocompaixão, sublinhámos neste encontro aquilo que não é: egoísmo, exigência, piedade, fraqueza, pena, censura… A autocompaixão surge então quando encontramos um lugar de respeito por nós e onde podemos ser compreensivos, gentis, honestos connosco, com os nossos limites, sem nos sentirmos culpados e acima de tudo, sem crítica.

De facto, a autocrítica é a maior inimiga da autocompaixão e é muito importante observarmo-nos para identificarmos os nossos processos: quando é que pegamos no “chicote”? A partir daí, como é que podemos negociar connosco e evitar a autocrítica? Como podemos encontrar um lugar onde, contactando com o nosso lado saudável, podemos ouvir as nossas dificuldades, dar-lhes algum espaço, sem nos deixarmos levar por elas, como se fossem o canto da sereia?

Respeitar o nosso ritmo é fundamental, pois permite manter o nosso comboio a andar à nossa velocidade, sem ser empurrado pelas necessidades dos outros. E para isso é importante termos tempo para nós, respirar, fazer algo que gostamos, apreciar a vida, viver com prazer! Nem que seja um minuto por dia, aumentando sempre a fasquia. Quanto tempo a mais ganhamos no final do mês? Vamos tentar?

Ana Caeiro

Abril 1, 2016

De todas as convicções e ideias a mais importante é a imagem que desenvolvemos e temos de nós próprios, uma vez que dela depende em grande parte a capacidade de nos realizarmos e sermos felizes.

Na atualidade o valor pessoal é medido tendo em conta os êxitos materiais ou profissionais, o que nos leva por vezes, a procurar desesperadamente o sucesso, quer nosso, enquanto adultos, quer dos nossos filhos. Claro está, que não temos que ter necessariamente um olhar totalmente desaprovador quanto ao ponto de querermos dar o nosso melhor ou de incentivarmos os nossos filhos, a que também eles, se empenhem e sejam responsáveis no sentido de darem o seu melhor.

O problema surge, quando se procura o reconhecimento do exterior, sem por vezes termos a noção a que custo. A questão deve ser colocada precisamente ao contrário: o valor de um indivíduo como ser humano é a base e também o ponto de partida para obter o êxito pessoal.

Desta forma, há que tentar que as crianças tenham logo desde os primeiros anos, uma imagem positiva de si mesmas, que as ajude a sentirem-se fortes e seguras, por forma a serem capazes de assumir riscos sem medo, aceitando que por vezes perder faz parte do jogo e da aprendizagem na vida.

Um dos elementos fundamentais para que a criança se sinta única e valiosa é o facto de se sentir amada e saber, além disso, que esse amor é incondicional e, portanto, independente do que ela venha a fazer, ser, ou, obter no futuro. Desta forma, o amor que é dado aos filhos nunca é de mais.

É importante as mostras de amor e de afeto, quer através de gestos e ações, quer transmitindo-lhes verbalmente o carinho que se sente por eles, as suas virtudes, as suas ações positivas, não se focando somente nos seus sucessos ou insucessos escolares, pois as nossas crianças são muito mais para além das notas escolares. Aproveite todos os momentos para valorizar seu filho, só assim crescerá capaz de se valorizar, confiando em si mesmo e sentindo-se mais seguro para enfrentar os problemas e conseguir tudo aquilo a que se dispor.

Sandra Mendes