Autor: sintricare

30/04/2021
Será que todas as mães conseguem ser mães?

Este domingo assinala-se, uma vez mais, o Dia da Mãe! Uma data que se reveste de um cariz muito especial para a maioria das famílias. A propósito deste momento, Cristina Santos, Psicóloga e Diretora Clínica da Sintricare, propõe uma interessante reflexão em torno de uma pergunta pertinente: Será que todas as mães conseguem ser mães? Ora, leiam!

“Todos nós nascemos de uma mãe, é uma evidência! Mas nem todas as mães conseguem ser MÃES!

As MÃES que protegem, que cuidam, mas que deixam crescer, que respeitam a
individualidade. Que têm defeitos como todos os seres humanos, mas que o seu afeto em
tantos gestos faz esquecer as suas imperfeições. As que não se amedronta pelas ideias dos
seus filhos e que não há mal em serem diferentes, as que preparam para a vida e não escudam
a cada frustração. As que se tornam mais mães a cada conquista da sua cria.

Pois… nem todos tiveram!

As mães são seres humanos e têm a sua história e quando o peso das suas mágoas, traumas,
dificuldades, frustrações, medos, são o motor consciente ou inconsciente da forma como
agem com os seus filhos e vão interagindo a partir desses lugares obscuros de si … só são o que
conseguem ser!

As mães não são todas MÃES!

Existem seres humanos excecionais, assim também, existem mães excecionais, com isto não
quer dizer que todas são excecionais!

A figura das mães passou a ser idolatrada e é tantas vezes distante das verdadeiras mães…”.

Cristina Santos, Psicóloga e Diretora Clínica da Sintricare

29/09/2020
Cuidar das Emoções, Cuidar do Coração!

Hoje, em que se assinala o Dia Mundial do Coração, é sempre bom relembrar que as emoções afetam vários órgãos do corpo, inclusive o coração!

Apesar da associação entre as emoções e as doenças ser debatida desde Hipócrates, ainda na Grécia antiga, apenas nas últimas décadas tem sido devidamente explicada, em grande parte graças à evolução da biologia celular e molecular, genética, neurociências e em estudos de imagem cerebral.

Isto tem permitido trazer à luz as diversas conexões existentes entre os sistemas neuroendócrino, neurológico e o sistema imunológico e, como tal, entre as emoções e as doenças.

Em 1981, o termo “Psiconeuroimunologia” foi introduzido por Robert Ader, exatamente para definir o campo da ciência que estuda a interação entre o sistema nervoso central (SNC) e o sistema imunológico. E, atualmente, diferentes estudos têm também demonstrado que uma variedade de fatores de stress físicos e psicossociais pode alterar a nossa resposta imune.

Razões de sobra para empenharmos esforços a monitorizar o nosso equilíbrio emocional! Saber peneirar as emoções ou, dito de outra forma, desenvolver a nossa inteligência emocional, pode ser determinante para a saúde e fazer uma grande diferença na nossa qualidade integral de vida.

A experiência da Diretora Clínica da Sintricare

Ainda nos seus “anos de aprendizagem, na universidade, e posteriormente na formação como psicoterapeuta”, Cristina Santos, Psicóloga e Diretora Clínica da Sintricare, recorda que sempre ouviu que “implodir as emoções “más” era um veneno para o corpo, porque o nosso encéfalo está integrado num corpo que interage numa dança perfeita, para o bem e para o mal!”.

Também sempre ouviu dizer que “a maior fragilidade dos terapeutas é o coração” e, talvez por isso, gosta da imagem que tem quando está em consulta. Aliás, “se soubesse desenhar, colocaria essa imagem de uma forma mais visual: Vejo o meu coração como uma peneira onde passa a história, as preocupações, os problemas, as impossibilidades de quem escuto… com a alma! Depois o que sai, o que tenho obrigação de devolver, será algo já mais limpo, sem tantos grumos, mais solto, mais fino e transparente.”

Como tal, “esta peneira tem que estar o mais limpa possível das minhas impurezas, por isso, é fundamental cuidar desta casa no seu todo para melhor peneirar a história dos outros”, salienta.

Cuide das suas emoções que está a cuidar do seu coração!!

17/09/2020
Artigo Entre o Isolamento e o Medo

Estamos a viver um momento muito particular no qual muito se tem falado sobre medo e a necessidade de nos isolarmos socialmente. Tanto um como outro são carregados de significados e de desafios. Somos seres sociais e o isolamento pode ser um desafio enorme na saúde psicoemocional e física. Fechados entre quatro paredes, podemos facilmente perder o ânimo e a energia. Desta forma é importante olhar para este tema de uma forma terapêutica e fomentar que é possível fazer algo que limite esta sensação.

O medo e a ansiedade são filhos destes cenários e para quem já tem um historial de ansiedade na sua vida, não é fácil. Também a psicoterapia pode ajudar não só quem já tinha uma predisposição para a ansiedade como também quem está a sentir maiores dificuldades neste momento. Têm sido escritas muitas notícias, conselhos, mezinhas, ideias… E quando a informação é demais, também traz ansiedade. Por isso compilei algumas ideias simples para levarem convosco para estes dias e para estes dois temas.

Ansiedade:
– Regulem o acesso à informação. É importante mantermo-nos informados, mas escolham meios de comunicação fidedignos, com “fact-check” e privilegiem sempre a consulta dos sites da DGS e da OMS. Demasiada informação e factos contraditórios fazem espalhar o medo, por isso, para além de regularem a vossa informação, pensem também no efeito que tem nos outros e antes de partilharem algo nas redes sociais confirmem a sua veracidade. Se têm dúvidas, não partilhem.

– Num cenário de desafio considerem a consulta de um psicoterapeuta. O psicoterapeuta é um profissional que pode ajudar a criar estratégias para gerir a ansiedade. Caso não se queiram deslocar é possível efetuar consultas online.

– A meditação e uma respiração calma e consciente são ferramentas que ajudam a atenuar a ansiedade. Hoje em dia existem muitas meditações online, guiadas, com imagens ou música. Basta escolherem a que vos faz mais sentido.

Isolamento social:
– Mesmo estando em casa, sozinhos ou em família, é importante manter alguma rotina, nomeadamente na higiene, sono e vestuário. Sim, estão em casa, mas é importante levantar e vestir, dando a indicação ao corpo de que é outro dia.

– Também é importante que se movimentem pela casa, na medida do possível. O sedentarismo é inimigo da saúde física, mas também da saúde psicoemocional.

– Mantenham o contacto. Pode não ser possível combinar aquele almoço de família, mas façam videochamadas, liguem para pessoas com quem não falam há algum tempo, escrevam um e-mail a alguém. Hoje em dia, com as novas tecnologias é possível estar em contacto e isso é fundamental. Procurem manter o contacto com quem precisa e está sozinho. Lembrem-se que podem ter a casa cheia, mas pode haver um amigo ou familiar que esteja sozinho.

– É importante respirar um pouco do ar da rua e quem tem um jardim tem essa parte facilitada. Para quem tem um apartamento, usem a varanda ou abram uma janela. Mesmo que seja na cidade e não seja um ar “puro”, respirar esse ar fresco vai ajudar o corpo a combater a ideia de fechamento.

– Ler, ler, ler! Um livro é uma companhia. Aproveitem para diminuir aquela pilha de livros que querem ler desde a adolescência e que tem vindo a aumentar. Escolham livros de acordo com o vosso sentir. Se estão a tentar gerir muita coisa, será melhor optar por um livro leve.

– Para quem tem crianças o desafio eleva-se. Mas existem muitas ideias online de como entreter as crianças dentro de casa. Façam essa pesquisa, existem muitas brincadeiras que podem inventar dentro de casa.

– Tal como com a leitura procurem algo que vá para além da simples ocupação do tempo e que seja construtivo: procurem cursos online, pintem livros de colorir (podem imprimir), aprendam crochet através de vídeos online… Existem inúmeras possibilidades e podem sempre pedir ideias a alguém, procurar na internet ou dar ideias a quem precise.

Também isto passará, mantenham-se unidos e cuidem da vossa higiene mental e emocional!

Ana Caeiro, psicoterapeuta

31/08/2020
Aulas de cerâmica na Sintricare: Benefícios

Victoria da Suécia ou os atores Brad Pitt, Leonardo Di Caprio, Bradley Cooper e Macarena García são apenas algumas das celebridades que têm em comum o hábito de fazer cerâmica. Foram eles mesmos que reconheceram este seu hobby publicamente, através redes sociais, ao qual cada vez mais pessoas aderem.

Com origens que remontam à pré-história, é incontornável que a cerâmica está a ressurgir nos tempos modernos, não só junto dos mais famosos, mas também, entre o público jovem. Na base deste interesse parece estar o reconhecimento de que esta atividade tem propriedades terapêuticas, além de permitir expressar o potencial criativo de cada um.

Aliás, o crescimento da procura por este ofício ancestral tem sido tal, que muitos a consideram como uma ‘nova ioga’! Ou seja, ambas potenciam uma desconexão, sendo que a cerâmica consegue aliar a meditação tátil à criação de novas formas e ideias. Muitos consideram-na mesmo como uma forma de praticar a ‘atenção plena’ e aprender a controlar as emoções.

Ficaram curiosos por experimentar a cerâmica como técnica de relaxamento e aumento da criatividade? Então, fiquem a saber que temos aulas de cerâmica na Sintricare, da responsabilidade da professora Rita Costa, da Gata-Gineta – Centro de Artes.

Conheçam todos os benefícios desta prática!

Razões para fazer cerâmica:

  • Aumenta o otimismo: como a cerâmica permite uma maior expressão dos sentimentos e melhora a autoestima, regra geral, torna-nos mais otimistas.
  • Melhora a concentração: Como reduz o stress, aumenta a concentração no trabalho que realizamos. Desta forma, a cerâmica pode ser uma boa técnica para aprimorar a concentração nas tarefas em que é difícil focarmo-nos.
  • Aumenta a espontaneidade: Potencia o desenvolvimento da criatividade, ao explorarmos a conceção de diferentes objetos e designs. Este é um benefício transversal a qualquer área da vida, desde o trabalho à esfera pessoal.
  • Reduz o stress: Todas as práticas criativas, manuais, potenciam o distanciamento do mundo exterior, enquanto se preoduz o objeto artístico. Isto ajuda a reduzir os níveis de stress. muitas pessoas durante o confinamento praticaram técnicas criativas como aquarela ou cerâmica. Essas técnicas ajudam a escapar do exterior e, portanto, reduzem o estresse.
  • Ajuda a exercitar as mãos: A cerâmica pode prevenir problemas de artrite a longo prazo, uma vez que o movimento da sua prática fortalece a região das mãos, pulsos e braços.
  • Estimula a sociabilidade: Apesar de ser uma atividade individual, regra geral, a olaria é feita em pequenos grupos, o que permite interagir e conhecer outras pessoas e aumentar o círculo social.

COMO COMEÇAR COM A CERÂMICA?

Entrem em contacto connosco, para saber tudo sobre as nossa aulas de cerâmica, desde as condições aos horários disponíveis: Venham sentir na pele todos os benefícios da cerâmica!

Sintricare

18/08/2020
Texto de Ana Caeiro "Navegar na Tormenta" - Agosto 2020

Imaginem tudo isto como uma enorme tormenta. O barco abana. Tudo mexe. A estrutura, se já estava débil, vai agora abanar ainda mais. As ondas são fortes, o vento uiva enraivecido, como se estivesse a ralhar connosco. Respiramos golfadas de ar enquanto ficamos ensopados na água que nos atinge. Como cuidar do convés que se está a desmontar? Ao mesmo tempo temos de tirar a água que está a entrar. Ajustar velas, pegar no leme, observar o tempo, perceber das marés. Tudo isto sem cair borda fora. É muita coisa. E nós estamos cansados. Por isso, quem tinha o barco mais ou menos apetrechado poderá navegar melhor esta tormenta. Não significa que esteja imune, afinal há mais marés que marinheiros… Mas quem já vinha com o barco cansado, desarrumado por dentro, vai encontrar na tormenta uma luta desequilibrada.

A coleção de várias tormentas, que vamos ultrapassando em vida, permite-nos ganhar calo. Ou então não e em alguns casos pode levar o barco maltratado para novas batalhas, ainda sem se ter reposto das anteriores. Somos todos diferentes pois navegamos sempre águas diferentes, com barcos diferentes, em tempos diferentes. Poderão dizer: “um bom mar nunca fez bons marinheiros.” Tudo certo. Exceto que num barco, de médio a grande até ao muito grande, temos muita gente a “marinhar” em equipa.

Já viram aqueles vídeos de barcos que quase voam em cima das ondas, com uma série de marinheiros, todos numa coreografia detalhada, com o seu próprio movimento e importância? Um deles muda a vela, outro puxa uma corda e os restantes fazem uma série de coisas impercetíveis aos olhos de quem não entende aquela dança. Mas que é bonita, é.

A imagem que tenho premente, talvez trazida pela frase repetida de estarmos no mesmo barco (é poético, mas não estamos), é que podemos e devemos pedir ajuda. Não temos de estar numa velha canoa. Podemos nos colocar numa nau e navegar juntos. Não faz mal pedir ajuda. Desde a família, os amigos, à ajuda de profissionais, fazendo psicoterapia por exemplo. Não temos de estar sozinhos. Muito se tem falado em isolamento, mas que seja físico e não social. Que não seja um isolamento de afetos e nem de ajuda.

Ana Caeiro, Psicoterapeuta

06/08/2020
Como identificar os sintomas de ansiedade?

A Ansiedade pode manifestar-se de várias formas, com maior ou menor intensidade, ao longo do tempo ou em períodos da vida.

Não só os adultos, como também os adolescentes e as crianças podem ser afetados.

Se cuidarmos quando os sintomas ainda são ligeiros, evitamos vivenciar situações mais limitadoras do bem-estar. Fique atento se tem uma ou várias manifestações das seguintes:

• alterações no sono;
• a memória apresenta falhas;
• tem pensamentos em excesso e preocupa-se em demasia;
• o coração tem batimentos acelerados;
• tem dores cabeça;
• não consegue ficar concentrado;
• está mais agitado;
• procrastinar;
• falta de ar;
• aperto na garganta;
• transpira das mãos e dos pés;
• transpira em excesso sem esforços;
• fragilidade no aparelho digestivo;
• tonturas;
• ataque de pânico.

Não hesite em pedir ajuda de um profissional e seja responsável pela sua saúde e pela da sua família!

Cristina Santos

Psicóloga e Diretora Técnica da Sintricare

26/06/2020
Parabéns a todos pelo final do ano letivo!

Em tom de balanço, daquele que é o final de ano letivo mais atípico de que temos memória, a Sintricare gostaria de deixar uma palavra de apreço a todas as famílias e à comunidade escolar, bem como obviamente a todos os alunos, pelo esforço extra e o empenho redobrado deste último período.

17/06/2020

Estamos a viver algo novo na nossa contemporaneidade. Forçados a uma clausura em busca do saudável, encontramo-nos despidos de pertences, estatutos ou materialismos

29/08/2019

A Sintricare, Clínica de Psicologia e Psicoterapia, sedeada em Sintra, reínicia o ano letivo 2019/2020, com todos os serviços que já disponibilizava, mas também, com dois imperdíveis Workshops, que se realizam já no decorrer do mês de Setembro.

Escreve-te! Workshop Desenvolvimento Pessoal com Escrita Criativa” é uma proposta da nossa Psicoterapeuta Corporal em Biossíntese, Ana Caeiro, com o principal objetivo de promover o autoconhecimento através da escrita.

Este é um workshop aberto a todos os interessados, onde se irão utilizar exercícios de escrita criativa, individuais ou em grupo, para podermos aprofundar o conhecimento que temos sobre nós próprios. Realiza-se na Sintricare, na manhã do sábado 14 , entre as 10 e as 14 horas.

A nossa terapeuta Maria Leonor Braga, muito experiente em Alimentação Ayurveda e com formação pelo Chef Internacional de Alimentação Ayurveda Wayne Featherstone, de quem é assistente para Portugal, traz-nos o “Workshop de Introdução à Alimentação Ayurveda“, no sábado 28, entre as 11 e as 16 horas.

O valor de inscrição deste workshop que irá orientar na Sintricare, para um mínimo de 6 pessoas, inclui a refeição, mas também, ficar a conhecer o seu biótipo, descobrir os alimentos e especiarias adequados para si, aprender a confecionar os alimentos e conhecer a sua composição e criar a sua própria massala (mistura de especiarias).

A par dos workshops, temos ainda inscrições abertas para a Academia Sénior e para a Studycare, a nossa sala de apoio psicopedagógico, bem como para os diferentes ateliers de artes e desporto, atividades que, juntamente com as nossas consultas, compõem o leque de serviços da Sintricare. Se ainda não conhece tudo o que podemos fazer por si e pela sua família, consulte o nosso site. Temos boas razões para que se juntem a nós neste início de ano letivo!

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