Pesquisar
Pesquisar

A Espera

Maio 23, 2018

Era uma vez um homem à espera.

O homem estava sentado numa pedra à beira da estrada e esperava…

Porque esperava ele?

Por quem esperava ele?

O que esperava ele?

A isso não podemos responder…

Apenas sabemos que esperava!

Os dias, as horas, os minutos, os segundos, todos os tempos passavam sem que ele movesse um só dedo!

Mudo e quedo o homem esperava…

Sucediam-se sóis e chuvas, escuridões e claridades, ventos e calmarias e nada o demovia da sua longa, eterna espera.

Até que um dia de sol quente e brilhante, o homem pestanejou, rodou lentamente a cabeça e olhou para trás.

Atrás de si viu tudo!

A sua vida passada em que ousou ter sentimentos: inúmeras tristezas, imensas alegrias, longas guerras, mais longas acalmias, lágrimas muitas, sorrisos sem fim…

Porque temia então, há tanto tempo, regressar à sua vida passada e esperava agora imóvel, naquela rocha?

Olhou em frente e viu o futuro!

Este era belo, de muitas cores, rico, perfumado, calmo e cheio de luz!

Porque esperara então?

Esperara até poder vê-lo!

Só agora, depois de tanto tempo parado, imóvel, expectante, conseguia ver o futuro.

Valera a pena a espera e o homem, lentamente levantou-se e seguiu o seu caminho!

 

Leonor Braga